A vacinação contra a Covid-19 começou na última segunda-feira, dia 18, na maioria dos estados. No entanto, golpistas se aproveitam da expectativa pela vacinação contra Covid-19 para enganar cidadãos e obter acesso a aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Telegram, roubando dados e até solicitando pagamentos. A informação de que estão ocorrendo golpes desse tipo, foi confirmada pelo Ministério da Saúde no dia 14 de janeiro.
No Espírito Santo, pessoas já se aproveitam da campanha imunização contra a covid-19 e para aplicar golpes. Pensando em alertar a população, algumas prefeituras estado pediram que as pessoas fiquem atentas as formas de golpes que circulam pelas redes sociais.
De acordo com a publicação do Ministério da Saúde nas redes sociais, a população precisa ficar alerta para possíveis golpes sobre um falso agendamento de vacinação. A pasta negou que disponibilize a possibilidade de agendamento da aplicação de qualquer tipo de vacina..
Segundo nota divulgada pelo Ministério, o alerta vale principalmente para golpes feitos por aplicativos de celular que solicitam um cadastro.
A isca usada pelos golpistas é a possibilidade de pré-agendar uma data para a vacinação. A pasta, no entanto, não está agendando datas para a vacinação contra a Covid-19 e não faz ligações para cidadãos.
“O Ministério da Saúde esclarece que não realiza agendamento para aplicação de nenhum tipo de vacina, e nem envia códigos para celular dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Caso receba solicitação de cadastro, não forneça seus dados e denuncie às autoridades competentes”, afirma a nota.
Entenda os tipos de golpes
Um criminoso ligaria para a possível vítima, se identificando como agente da pasta e oferecendo um pré-cadastro para a vacinação, a fim de obter informações pessoais da vítima.
Outra possibilidade seria uma mensagem de texto com um link ou código para esse falso cadastro, que pode levar à clonagem do WhatsApp do usuário.
O Ministério alerta que não faz agendamento de vacinação, não pede dados da população e nem envia códigos para usuários do sistema de saúde. Caso receba essas ligações ou mensagens pelo celular, a pasta orienta a não fornecer nenhum dado e denunciar às autoridades competentes.
Além dessas possibilidades, existe ainda um outro tipo: um homem finge ser um falso médico e tenta aplicar golpes em pacientes com covid-19. O golpista se passa por médico de algum hospital e liga para as famílias das vítimas solicitando exames urgentes para as famílias pagarem para o paciente.
Um caso semelhante aconteceu dias atrás quando um homem fingiu ser um médico do hospital Vila Velha Dr. Nilton de Barros e ligou pra familiares de vítimas internadas por covi-19 e falou que o paciente precisava fazer exames urgentes. Para isso, deveria ser depositado o valor dos exames em questão.
Cadastro para vacinação
Até o momento, não há nenhum cadastro nacional para vacinação contra a Covid-19. Em outro comunicado, o Ministério, junto ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) disse que o acesso a vacinas por meio do SUS não está condicionado a cadastro em nenhum aplicativo ou plataforma.
“Se no momento da imunização contra a Covid-19 o cidadão não esteja de posse de nenhuma identificação, o estabelecimento de saúde, em sua plataforma CadSus, poderá efetuar o devido cadastro e o processo de imunização ocorrerá normalmente”, diz a nota.
“Ninguém que pertence ao público prioritário da campanha, definido naquele momento, deixará de ser vacinado”.
Secretaria de Estado da Saúde
A Sesa disse que até o momento não recebeu nenhuma notificação sobre golpes relacionado à vacina contra a Covid-19 no Espírito Santo, mas mas fez um alerta:
“A secretaria alerta que a população deve estar atenta ao grupo prioritário e aguardar ser convocada para a vacinação pela Unidade de Saúde de referência”.
Polícia Civil
A Polícia Civil orienta que as vítimas desse tipo de caso registrem a ocorrência podendo comparecer pessoalmente a uma delegacia ou realizar o registro por meio da Delegacia Online, https://delegaciaonline.sesp.es.gov.br , para que a Polícia Civil tome ciência do caso e inicie as investigações.
A Polícia Civil destaca, em nota, que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181, que também possui um site onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas, o disquedenuncia181.es.gov.br. “O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas. O 190 deve ser acionado em caso de crime em andamento”.
O que dizem as prefeituras
Linhares
O Procon Municipal, órgão vinculado à secretaria municipal de Segurança Pública e Defesa Social, alerta o consumidor sobre a possibilidade de surgirem vacinas falsificadas. Um destes casos foi identificado em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro, quando ambulantes estavam vendendo suposto kit composto por vacina, certificado e agulha para a aplicação por R$ 50,00.
O diretor do Procon de Linhares, Geraldo Roza, alerta: “As vacinas que chegam ao nosso Município, enviadas pelo Ministério da Saúde aos Governos Estaduais, estão sendo aplicadas exclusivamente pelo Poder Público de acordo com o calendário de vacinação, e não existe venda do imunizante. Sabemos que o momento é de expectativa, mas não vamos admitir que seja colocada em risco a vida, a saúde e a segurança das pessoas”.
“O consumidor deve ficar atento para não cair em golpe, pois não houve liberação da venda de vacina ainda no Brasil”, reforçou o diretor. No último dia 19, as doses começaram a ser distribuídas pelo Governo do estado para Linhares e no dia 20 teve início a vacinação para os grupos prioritários preconizados pelo Plano Nacional de Imunização.
Cachoeiro de Itapemirim
Foto da suposta vacina falsificada sendo vendida em Madureira, Zona Norte do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Ministério da Saúde).
Circula, pelas redes sociais, a informação de que pessoas estão fazendo ligações e enviando mensagens para moradores de Cachoeiro para, em nome da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), cadastrá-los para tomar a vacina contra Covid-19. Entretanto, trata-se de um possível golpe e a população deve ficar atenta.
Na primeira etapa da campanha de imunização foi iniciada em Cachoeiro, estão sendo vacinados profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia e pessoas acolhidas em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs), bem como funcionários dessas instituições.
A aplicação das vacinas ocorre nas próprias ILPIs e hospitais e unidades de saúde em que os profissionais atuam. Portanto, a Semus não está fazendo contatos individuais com moradores para a realização de qualquer cadastro de vacinação.
Levando em conta essa situação, a prefeitura reforça o alerta para que os cidadãos não forneçam dados pessoais por mensagens ou contatos telefônicos sem antes checar informações em fontes confiáveis, como os canais de comunicação da Prefeitura de Cachoeiro e a imprensa profissional.
“O Ministério da Saúde já lançou alertas de que isso está acontecendo em diversos locais do Brasil. Temos um planejamento estabelecido para a campanha de imunização, incluindo ações de comunicação institucional da Prefeitura. Todos saberão o momento certo de se vacinar por meio dos nossos canais oficiais”, destaca o secretário municipal de Saúde, Alex Wingler.
Fonte:Tribunaonline




















