Um homem de 32 anos, apontado pelas forças de segurança como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso na tarde desta segunda-feira (13) na Rodoviária de Vitória, localizada na Ilha do Príncipe. A captura foi realizada por uma equipe da Guarda Civil Municipal de Vitória, no momento em que o suspeito aguardava para embarcar em um ônibus com destino ao estado de São Paulo.
Segundo a Guarda Municipal, o homem era considerado foragido da Justiça de Minas Gerais há mais de três anos. Contra ele havia um mandado de prisão decorrente de uma condenação por participação em um assalto a uma agência dos Correios no município de Monte Belo (MG). A pena fixada pela Justiça foi de 6 anos, 5 meses e 28 dias de prisão em regime fechado, mas nunca chegou a ser cumprida porque o condenado não havia sido localizado.
Investigado por roubo com reféns
Além da condenação já existente, o suspeito também é investigado por envolvimento em outro roubo ocorrido na cidade de Itamogi, no Sul de Minas Gerais. De acordo com as investigações da Polícia Civil mineira, ele integrava uma quadrilha especializada em roubos de veículos e maquinários agrícolas em propriedades rurais.
O grupo criminoso foi identificado após um assalto registrado em fevereiro de 2021, quando uma família foi feita refém durante a ação. Na ocasião, os criminosos fugiram levando veículos e diversos pertences das vítimas.
Parte da quadrilha acabou presa em flagrante após uma perseguição policial que terminou em um grave acidente, resultando na morte de um dos reféns. Em razão desse crime, a Justiça de Minas Gerais expediu um novo mandado de prisão contra o suspeito, em março do ano passado.
Ligação com a estrutura do PCC
Durante as investigações, as forças de segurança também identificaram indícios de que o homem estaria ligado à chamada “Geral do Cadastro” do PCC, um setor interno da organização criminosa responsável pelo controle de informações dos integrantes da facção.
Segundo a comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Fabiana Gonçalves, esse núcleo mantém registros como nomes, apelidos, número de matrícula, data e local de ingresso na facção, área de atuação e histórico criminal dos integrantes.
“É um controle, uma forma de verificação de dados, para evitar a infiltração de policiais, inimigos e traidores na organização criminosa. Não temos informações, porém, sobre o que estaria fazendo aqui no Estado”, explicou a comandante.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado às autoridades competentes e permanecerá à disposição da Justiça de Minas Gerais para o cumprimento dos mandados de prisão em aberto. Até o momento, as autoridades não divulgaram se ele possui envolvimento em crimes praticados no Espírito Santo.




















