Com o retorno das aulas, cresce a preocupação com a saúde ocular de crianças e adolescentes. Segundo a cartilha “Saúde Ocular na Infância”, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), alterações como miopia, astigmatismo e hipermetropia atingem até 18,6% das crianças — e cerca de 80% desses casos são tratáveis ou preveníveis.
Um dos maiores desafios é a identificação precoce. A maioria das crianças não relata dificuldades visuais, o que exige atenção redobrada dos pais e professores. Entre os sinais de alerta estão: dificuldade para enxergar o quadro, aproximação excessiva de livros, lacrimejamento, olhos vermelhos e estrabismo após os 6 meses de idade.
Outro fator de risco é o uso excessivo de telas, associado ao aumento de casos de miopia, olho seco e até estrabismo. A recomendação da cartilha é limitar o tempo de exposição conforme a idade, evitando totalmente em crianças menores de dois anos.
A oftalmologista Júlia Rossetto alerta para o risco de ambliopia (olho preguiçoso), que pode se tornar irreversível se não tratada até os 7 anos. Exames como o Teste do Reflexo Vermelho e consultas regulares com oftalmologistas são essenciais nos primeiros anos de vida.
Também preocupa o uso de maquiagens inadequadas, como produtos para adultos ou brinquedos. A recomendação é usar apenas cosméticos infantis, hipoalergênicos e aprovados pela Anvisa, sempre com supervisão e cuidados com a higiene.
A cartilha também destaca a prevenção de acidentes oculares no dia a dia: evitar objetos cortantes, proteger os olhos do sol, usar óculos adequados e ensinar bons hábitos de higiene ocular.
Atenção, prevenção e acompanhamento médico são fundamentais para garantir um desenvolvimento visual saudável e o bom desempenho escolar.




















