A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, na madrugada desta quinta-feira (6), a operação “Terra Santa”, uma megaofensiva voltada para desarticular grupos criminosos envolvidos no ataque a tiros que vitimou a adolescente Sofia Vial, de 15 anos, e a manicure Andrezza Conceição, de 31, em agosto deste ano, no bairro Santa Rita, em Vila Velha.
A ação ocorre simultaneamente nos municípios de Vila Velha, Cariacica e Serra, com o objetivo de cumprir 29 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão. Cerca de 170 agentes participam da operação, que conta com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), das Especializadas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), além da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Vila Velha.
Durante as buscas, um recruta do Exército, de 20 anos, foi preso. Segundo informações da TV Tribuna/Band, o jovem não era alvo da operação, mas foi detido após os agentes encontrarem com ele drogas e uma arma artesanal feita de madeira e arame farpado.
De acordo com o delegado Cleudes Junior, adjunto da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha, a operação busca identificar e prender os mandantes dos ataques ocorridos durante o período de intensos confrontos em Santa Rita.
“O objetivo principal é sufocar e localizar os responsáveis por fomentar os ataques que aconteceram naquele período de guerra em Santa Rita. Já conseguimos identificar e prender os executores imediatos, e agora buscamos os mandantes — aqueles que ordenaram os crimes e também devem responder por todos os homicídios cometidos”, explicou o delegado.
A operação “Terra Santa” segue em andamento, e novos desdobramentos devem ocorrer ao longo do dia
A adolescente Sophia Vial da Silva, 15 anos, e a manicure Andrezza Conceição, 31 anos, foram mortas durante ataques criminosos no bairro Santa Rita, em Vila Velha, no dia 09 de agosto deste ano. Duas crianças, de 3 e 6 anos, também ficaram feridas.
Sophia Vial estava no carro com os pais quando foi atingida pelos disparos, já Andrezza Conceição, mãe de quatro filhos, estava indo trabalhar no momento em que foi baleada. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital.
“Esse momento, foi horrível, parece que o mundo caiu na minha cabeça. Foi quando eu vi minha filha vindo em minha direção gritando ‘socorro, que minha filha foi baleada, mataram a minha filha'”, relatou o avô de Sophia Vial.
Segundo informações da Polícia Militar e de testemunhas, os atiradores chegaram no bairro e começaram a disparar de forma aleatória na rua.
“O tiro que ela levou no peito dela, doeu no meu, na hora eu gritei ‘minha filha’, aí uma amiga dela correu e eu saí para fora para ver, para eu ir até o local dos tiros, a amiga dela perguntou ‘quem é a mãe da Andrezza?’ e eu disse ‘sou eu’, mas eu já sabia que minha filha estava morta”, contou a mãe de Andrezza na ocasião.
Desde então, dois adolescentes foram identificados e apreendidos por suspeita de autoria do ataque. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Douglas Caus, os dois menores de idade chegaram no bairro atirando de maneira aleatória em busca de um alvo que não estava no local. Ainda de acordo com o coronoel, eles respondiam as ordens de Nego Stanley, aliado ao Primeiro Comando de Vitória (PCV) e gerente coordena ataques entre facções no município.




















