Na última sexta-feira (1º de agosto de 2025), moradores de Brasnorte (MT), município com pouco mais de 17 mil habitantes, viveram momentos de pânico após uma quadrilha armada invadir uma agência bancária no centro da cidade. Quatro criminosos com fuzis e coletes à prova de balas renderam funcionários e promoveram um assalto digno de cena de filme — prática cada vez mais comum associada ao grupo criminoso conhecido como “Novo Cangaço”.
Durante a ação, dois funcionários da agência foram feitos reféns e usados como escudo humano na fuga. Os reféns foram libertados momentos depois, já em uma área rural próxima, sem ferimentos. A Polícia Militar e as forças de segurança do Mato Grosso foram mobilizadas e seguem em diligência, mas até o momento ninguém foi preso. O valor roubado não foi divulgado pelas autoridades.
O grupo “Novo Cangaço” tem se notabilizado por ataques violentos e coordenados a instituições financeiras em pequenas cidades, principalmente no interior do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. A quadrilha costuma atuar com armamento de grosso calibre, explosivos, bloqueio de vias e até drones para monitoramento policial. Em 2021, o grupo esteve envolvido em ataques cinematográficos em cidades como Araçatuba (SP), Criciúma (SC) e Vitória da Conquista (BA).
A expressão “Novo Cangaço” remete ao banditismo do século XX protagonizado por Lampião e seu bando, mas hoje é usada para descrever crimes modernos e com alto poder de destruição. Especialistas em segurança alertam para o crescimento dessas ações, que exploram a vulnerabilidade de municípios com pouco contingente policial e estrutura limitada de resposta.
Enquanto isso, em Brasnorte, o medo permanece. A população pede reforço policial e teme que novos ataques aconteçam.




















