Rendimento habitual mA�dio mensal das mulheres A� de R$ 1.764 e dos homens A� de R$ 2.306. Significa que elas ganham, em mA�dia, 75% do salA?rio deles

A igualdade de gA?nero ainda tem um caminho a ser percorrido no Brasil. Apesar de estudarem mais do que os homens,A�as mulheres ainda tA?m um salA?rio menor, conforme mostra o estudoA�EstatA�sticas de gA?nero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e EstatA�stica), divulgado nesta quarta-feira (7).
O estudo tem como objetivo aprofundar os debates acerca do dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira (8).
Nas A?ltimas trA?s dA�cadas, o processo de mudanA�a dos padrA�es culturais de gA?nero estA?o amenizando, ainda que lentamente, as tradicionais barreiras da entrada das mulheres no mercado de trabalho, alA�m de sinalizarem uma reduA�A?o de fecundidade e a elevaA�A?o da continuidade dos nA�veis de escolaridade das mulheres.
Os indicadoresA�divulgados pelo estudo confirmam a tendA?ncia de que a escolaridade entre as mulheres aumentou em relaA�A?o aos homens. De acordo com dados da PNAD ContA�nua 2016, nA?o houve diferenA�a expressiva no ensino fundamental entre homens e mulheres, pois o acesso A� escola na faixa etA?ria de 6 a 14 anos estA? praticamente universalizada.
A frequA?ncia escolar entre pessoas de 15 a 17 anos, independentemente do nA�vel de ensino, ou seja, a frequA?ncia escolar bruta, tambA�m mostrou uma proximidade entre mulheres e homens: de 87,1% e 87,4%, respectivamente.
No entanto, na faixa etA?ria de 18 a 24 anos, o percentual de mulheres na escola A� superior ao dos homens em 2,5%. Em 2016, de acordo com dados da PNAD ContA�nua, a taxa de frequA?ncia escolar lA�quida ajustada no ensino mA�dio dos homens de 15 a 17 anos de idade era de 63,2%, 10,3 pontos percentuais abaixo da taxa feminina (73,5%).
Ainda de acordo com a pesquisa, tambA�m A� possA�vel observar desigualdade entre as mulheres. Isso porque as mulheres pretas ou pardas de 15 a 17 anos de idade apresentam atraso escolar em 30,7% dos casos, enquanto 19,9% das mulheres brancas dessa faixa etA?ria estA?o na mesma situaA�A?o. PorA�m, a maior diferenA�a desse indicador estA? entre as mulheres brancas e os homens pretos ou pardos: o atraso deles (42,7%) era mais do que o dobro do delas (19,9%) nesse caso.
A diferenA�a observada, segundo a pesquisa, estA? relacionada aos papA�is de gA?nero, que faz com que os homens entrem precocemente no mercado de trabalho. Com isso, as mulheres atingem, em mA�dia, um nA�vel de instruA�A?o superior ao dos homens. A maior diferenA�a porcentual entre homens e mulheres encontra-se no nA�vel a�?superior completoa�?, principalmente entre as pessoas da faixa etA?ria mais jovem, de 25 a 44 anos de idade. O porcentual de homens que completou a graduaA�A?o foi de 15,6%, enquanto o de mulheres atingiu 21,5% a�� indicador 37,9% superior ao dos homens.
NoA�nA�vel a�?superior completoa�?, novamente, observa-se desigualdade entre as mulheres por cor ou raA�a. O percentual de mulheres brancas formadas em universidades A� mais do que o dobro do calculado para as mulheres pretas ou pardas. O nA?mero A� de 2,3 vezes maior.
A comparaA�A?o com os homens pretos ou pardos tambA�m apresenta desigualdade: o nA?mero de mulheres brancas com ensino superior A� de mais do que trA?s vezes maior do que o dos homens pretos ou pardos. Com isso, os homens pretos ou pardos ficam no grupo com os piores resultados educacionais.
Mesmo com a diferenA�a nos estudos, as mulheres ainda tA?m piores remuneraA�A�es salariais. O rendimento habitual mA�dio mensal das mulheres A� de R$ 1.764 enquanto o dos homens A� de R$ 2.306. Ou seja, as mulheres seguem recebendo cerca de 3/4 do que os homens recebem. Isso se deve A� natureza dos postos de trabalho ocupado pelas mulheres.
Ainda em relaA�A?o ao mercado de trabalho, em 2016 as mulheres ocuparam apenas 37,8% dos cargos de gerA?ncia. Segundo a pesquisa, a presenA�a feminina nos cargos gerenciais diminuiu nos A?ltimos anos. Em 2011, as mulheres respondiam por 39,5% desses cargos, o que representa uma queda de 1,7% em cinco anos.
AlA�m disso, as mulheres ainda seguem se dedicando relativamente mais tempo aos afazeres domA�sticos e cuidados, independentemente do grupo de idade observado. As mulheres gastam 18,1 horas por semana se dedicandoA�aos cuidados de pessoas ou a afazeres domA�sticos, enquanto os homens gastam 10,5 horas por semana. As diferenA�as, no entanto, aumentam entre as faixas de idade mais elevadas.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa do IBGE traz informaA�A�es sobre as condiA�A�es de vida das brasileiras. O Instituto compilou informaA�A�es de diversas pesquisas como a Pnad, Pnad-ContA�nua e Pesquisa Nacional de SaA?de, juntamente com dados de fontes externas como MinistA�rio da SaA?de, Congresso Nacional e Inep/MEC.
Os indicadores estA?o agrupados em cinco temas: estruturas econA?micas e acesso a recursos; educaA�A?o; saA?de e serviA�os relacionados; vida pA?blica e tomada de decisA�es; e direitos humanos de mulheres e crianA�as. Dependendo do indicador, o perA�odo retratado vai de 2011 a 2016.
Fonte: R7








