
O MinistA�rio da SaA?de ampliou a faixa etA?ria para indicaA�A?o de transplante de medula aparentado para tratamento da doenA�a falciforme a�� doenA�a genA�tica que atinge principalmente a populaA�A?o negra. Agora a idade nA?o A� mais critA�rio de restriA�A?o para esse transplante, A?nico mA�todo de curar a doenA�a no SUS. Em 2015, foram diagnosticados 1.145 novos casos da doenA�a no Programa de Triagem Neonatal do SUS.
Baseado em evidA?ncias cientA�ficas, o MinistA�rio da SaA?de decidiu ampliar a faixa etA?ria para dar mais qualidade de vida A�s pessoas com essa doenA�a. A partir de agora, pessoas tambA�m acima de 16 anos podem fazer o transplante alogA?nico aparentado de medula A?ssea, de sangue perifA�rico ou de sangue de cordA?o umbilical, do tipo mieloablativo, para tratamento da doenA�a falciforme. Trata-se de mais uma aA�A?o do Sistema Asnico de SaA?de (SUS) para fortalecer a PolA�tica Nacional de AtenA�A?o Integral A�s Pessoas com DoenA�a Falciforme (PNAIPDF). A conquista A� considerada um avanA�o, jA? que havia uma reivindicaA�A?o de especialistas e da sociedade civil. Antes, sA? podiam fazer o transplante, pessoas abaixo de 16 anos pois nA?o havia dados cientA�ficos para atestar seguranA�a e eficA?cia do procedimento para maiores dessa idade.
A doenA�a falciforme A� genA�tica e hereditA?ria. A causa A� uma mutaA�A?o no gene que produz a hemoglobina A (HbA) originando uma outra mutante denominada hemoglobina S. Apesar das particularidades que distinguem as doenA�as falciformes e de graus variados de gravidade, todas essas doenA�as tA?m manifestaA�A�es clA�nicas e hematolA?gicas semelhantes e sA?o tratadas da mesma forma.
As pessoas com esse tipo de doenA�a apresentam anemia crA?nica e episA?dios frequentes de dor severa, decorrentes do processo de vaso oclusA?o causados pela forma de foice (daA� o nome falciforme) que as hemA?cias assumem. AlA�m disso, essas pessoas apresentam vulnerabilidade a infecA�A�es, o sequestro esplA?nico (quando o baA�o acumula sangue), a sA�ndrome torA?cica aguda (infiltrado pulmonar) e o priapismo (ereA�A?o involuntA?ria que causa dor) sA?o algumas das intercorrA?ncias frequentes nestas pessoas.
ASSISTASNCIAA�a�� A realizaA�A?o do Teste do Pezinho, A� fundamental para a identificaA�A?o precoce e acompanhamento dos casos, bem como para o planejamento e organizaA�A?o da rede de atenA�A?o integral. O exame deve ser realizado nos postos pA?blicos de saA?de na primeira semana de vida.
Todos os medicamentos que compA�em a rotina do tratamento sA?o disponibilizados no Sistema Asnico de SaA?de (SUS). Os que integram a farmA?cia bA?sica sA?o: A?cido fA?lico (de uso contA�nuo), penicilina oral ou injetA?vel (obrigatoriamente atA� os cinco anos de idade), antibiA?ticos, analgA�sicos e antiinflamatA?rios (nas intercorrA?ncias). A hidroxiurA�ia, os quelantes de ferro, o dopller transcraniano e transfusA�es sanguA�neas integram os medicamentos e procedimentos para atenA�A?o especializada. O rigoroso programa de vacinaA�A?o estabelecido no calendA?rio nacional tambA�m A� outro importante fator de reduA�A?o da mortalidade infantil por infecA�A�es, pois as crianA�as com a doenA�a falciforme possuem um risco aumentado em 400 vezes em relaA�A?o A� populaA�A?o em geral.
Fonte:ESHOJE



















