Findo o perA�odo para troca e filiaA�A�es partidA?rias permitidas pela JustiA�a, no A?ltimo sA?bado (7), o desenho eleitoral visualizado no EspA�rito Santo demonstra que a eleiA�A?o deste ano ao governo do Estado poderA? ser decidida em segundo turno.
As configuraA�A�es partidA?rias formadas indicam que o governador Paulo Hartung terA? pela frente um bloco de oposiA�A?o que vem sendo erguido por lideranA�as de peso, entre elas, o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), impedido de entrar na disputa, mas que terA? participaA�A?o efetiva no processo eleitoral.
A partir de agora, as articulaA�A�es giram em torno de apoios aos trA?s candidatos competitivos a�� Renato Casagrande (PSB), Rose de Freitas (Podemos) e Paulo Hartung (MDB) – ou quem ele indicar -, confirmando o quadro de alianA�as ainda nA?o totalmente formalizadas entre os blocos polA�ticos.
Com o controle da mA?quina pA?blica, por estar A� frente do governo, Hartung leva vantagem sobre os demais, mesmo com as barreiras que construiu com a polA�tica de arrocho fiscal e a ausA?ncia de investimentos nos A?ltimos trA?s anos.
Isso nA?o significa, porA�m, que tenha a vitA?ria garantida. Deve ser levado em conta o desgaste de sua imagem, principalmente entre os servidores pA?blicos, com destaque para a classe do magistA�rio, e da capacidade de aglutinaA�A?o de forA�as dos outros candidatos.
Esse contexto ficou amplamente demonstrado nos movimentos do bloco governista, no encerramento do prazo permitido para troca de partido, adotados para neutralizar a senadora Rose de Freitas, que ao trocar o MDB pelo Podemos, demarcou territA?rio e formalizou sua candidatura ao governo.
Hartung, avesso que A� A� fidelidade partidA?ria, trabalhou para esvaziar o MDB e inflar o PRB, onde colocou o deputado estadual e candidato ao Senado, Amaro Neto, bom puxador de votos. Diante do quadro de embate aberto, buscou ampliar sua rede de sustentaA�A?o, agregando mais uma sigla partidA?ria.
Hartung sabe, como polA�tico experiente, que do lado contrA?rio, o ex-governador Renato Casagrande e a senadora Rose de Freitas hA? tempos vA?m construindo um bloco de oposiA�A?o, que ganhou contornos mais claros depois dos conflitos internos no PSDB, presidido pelo vice-governador CA�sar Colnago.
Desse embate, ocorrido em 2017, resultou a saA�da do partido do ex-prefeito de VitA?ria Luiz Paulo Vellozo Lucas (PPS) e, mais recentemente, do deputado estadual Sergio Majeski, no PSB de Casagrande, onde circula, tambA�m, o prefeito de Vila Velha Max Filho, ainda no PSDB, com disposiA�A?o a dar apoio ao ex-governador ou a Rose.
Os movimentos desse bloco registram conversas entre o ex-governador Renato Casagrande, a senadora Rose de Freiras e o prefeito Max Filho, apoiador declarado de Majeski ao Senado, no sentido de seguir juntos atA� o segundo turno. As alianA�as incluem ainda o PT e o PCdoB.