O buraco gigante que misteriosamente apareceu no norte do Chile corre alto risco de entrar em colapso e desabar. Por isso, autoridades locais estabeleceram um perímetro de segurança ao seu redor.
A cratera fica no terreno de uma mineradora, em Tierra Amarilla, cidade de cerca de 15 mil habitantes na região do deserto Atacama. Agências governamentais e os proprietários da mina ainda estudam as possíveis causas de seu aparecimento, no final de julho.
O enorme buraco, quase perfeitamente circular, começou com 32 metros de diâmetro e está aumentando — hoje chega a medir 36,5 metros. Ele fica 665 km ao norte de Santiago, capital do país.
Próxima da mina de cobre Alcaparrosa, a área corre risco de novas rachaduras e até de afundamentos, de acordo com o Comitê de Gestão de Riscos de Desastres da região do Atacama.
“Considerando que o referido cenário representa uma ameaça à vida e à integridade física das pessoas, o acesso à referida zona foi restringido até que os estudos técnicos o justifiquem”, alegou o órgão de emergências em seu site.
Até o momento, as operações na mina continuam suspensas, segundo orientações do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile (Sernageomin), e estão sendo realizados estudos que podem desvendar o mistério. Mas, seja qual for a origem, há uma previsão de que o buraco se expanda ainda mais: pelo menos até que o diâmetro na superfície se iguale ao do fundo.
Relembre o caso
Uma cratera circular de 32 metros de largura e 64 metros de profundidade surgiu em uma estrada chilena que atravessa o terreno da mineradora. Uma semana depois, o diâmetro cresceu para 36,5 metros, de acordo com as últimas medições de satélite. O buraco segue um formato de círculo quase perfeito devido à forma do colapso.
Geólogos consultados pela BBC explicam que as causas podem variar, seja por eventos naturais ou como resultado da atividade humana. Uma suspeita é que o surgimento do buraco esteja relacionado com as chuvas intensas que caíram na região no mês de julho. Outra possibilidade é a influência das operações mineradoras na área.
A empresa sueco-canadiana Lundin Mining Corp (LUN.TO) detém 80% da região; os 20% restantes são das japonesas Sumitomo Metal Mining (5713.T) e Sumitomo Corp (8053.T). O governo acusa a mineradora de ser responsável pelo fenômeno. Um executivo da Lundin, por sua vez, informou à Reuters que mais estudos são necessários para determinar a origem do sumidouro.




















