O terremoto que atingiu a região andina do Peru na noite de sábado (18) deixou um cenário de destruição e luto. De acordo com o balanço mais recente das autoridades peruanas, ao menos seis pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas, enquanto equipes de emergência seguem realizando buscas e avaliando os danos nas áreas atingidas.
O tremor, registrado às 21h24 (horário local), teve magnitude 5,1, segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP), com epicentro no distrito de Chongos Bajo, na região de Junín, cerca de 300 quilômetros a leste de Lima, e profundidade de 24 quilômetros. Minutos depois, um segundo abalo, de magnitude 3,7, voltou a assustar a população.
Apesar de ser considerado de magnitude moderada, o terremoto provocou graves consequências devido à pouca profundidade e à fragilidade das construções, muitas delas feitas de adobe, material bastante vulnerável a abalos sísmicos. Casas desabaram, igrejas históricas foram parcialmente destruídas e centenas de moradores passaram a noite ao relento.
Segundo o Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), mais de 50 residências foram destruídas, outras dezenas ficaram inabitáveis ou sofreram danos estruturais. Cerca de 300 pessoas ficaram desabrigadas, enquanto equipes trabalham na instalação de abrigos temporários e na distribuição de ajuda humanitária.
O Ministério da Saúde do Peru mobilizou ambulâncias, brigadas médicas e um posto avançado de atendimento para socorrer as vítimas, enquanto a Polícia Nacional, bombeiros e militares seguem atuando na remoção de escombros e na busca por possíveis desaparecidos. O governo peruano também anunciou o reforço das operações de emergência e estuda decretar situação de emergência nas áreas mais afetadas.
Além das perdas humanas, o terremoto provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversos municípios da região de Junín. Estradas, escolas, unidades de saúde e outras estruturas públicas continuam sendo vistoriadas pelas autoridades.
O Peru está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta, onde ocorrem aproximadamente 80% dos terremotos registrados no mundo. O episódio reacende o alerta para a vulnerabilidade das construções em regiões andinas e reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura resistente a desastres naturais




















