Após 16 anos de espera, a Espanha voltou ao lugar mais alto do futebol mundial. Neste domingo (19), no New York New Jersey Stadium, em Nova Jersey (EUA), a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo da FIFA. O gol do título foi marcado por Ferran Torres, aos 16 minutos do primeiro tempo da prorrogação, coroando uma atuação dominante da equipe comandada por Luis de la Fuente.
A conquista marca o segundo título mundial da Espanha, que havia levantado a taça pela primeira vez em 2010, justamente com uma vitória por 1 a 0 na prorrogação, diante da Holanda. Desta vez, o roteiro se repetiu, com Ferran Torres assumindo o papel de herói, assim como Andrés Iniesta há 16 anos.
Espanha domina a decisão
Desde os primeiros minutos, a Espanha mostrou superioridade técnica e tática. Lamine Yamal, Dani Olmo e Nico Williams criaram as principais oportunidades, obrigando o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez a realizar grandes defesas.
A Argentina encontrou muitas dificuldades para atacar e praticamente não ameaçou o goleiro Unai Simón durante o tempo regulamentar. A situação ficou ainda mais complicada quando Enzo Fernández foi expulso nos minutos finais da partida após receber o segundo cartão amarelo.
Na prorrogação, a pressão espanhola finalmente foi recompensada. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Nico Williams escorou para Ferran Torres, que finalizou de primeira para marcar o gol do título. Pouco depois, o atacante ainda balançou as redes novamente, mas o lance foi anulado por impedimento.
Geração campeã acompanha novo título
Nas arquibancadas, os campeões mundiais de 2010 acompanharam de perto a nova conquista espanhola. Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol e Andrés Iniesta vibraram com o segundo título mundial da seleção.
A Espanha encerra a competição com uma sequência histórica de 38 partidas de invencibilidade, consolidando uma das fases mais vitoriosas de sua história recente. Adeus de Messi às Copas
Pela Argentina, a derrota representa o fim de uma era. Aos 39 anos, Lionel Messi disputou sua sexta Copa do Mundo e se despede do torneio com um título (2022), dois vice-campeonatos (2014 e 2026) e entre os maiores artilheiros da história da competição.
O sonho do tetracampeonato argentino ficou para o futuro, enquanto a Espanha inicia uma nova geração de protagonistas, liderada por Lamine Yamal, Pedri, Gavi e Nico Williams.
Classificação final da Copa do Mundo de 2026
- Espanha
- Argentina
- Inglaterra
- França
- Noruega
- Bélgica
- Marrocos
- Suíça
- México
- Colômbia
- Brasil
- Estados Unidos
- Portugal
- Canadá
- Egito
- Paraguai
- Holanda
- Alemanha
- Costa do Marfim
- Croácia
- Japão
- Austrália
- República Democrática do Congo
- Gana
- Equador
- África do Sul
- Suécia
- Áustria
- Bósnia e Herzegovina
- Argélia
- Senegal
- Cabo Verde
- Irã
- Coreia do Sul
- Turquia
- Escócia
- Uruguai
- Arábia Saudita
- República Tcheca
- Nova Zelândia
- Catar
- Curaçao
- Panamá
- Jordânia
- Haiti
- Uzbequistão
- Tunísia
- Iraque
Com a conquista, a Espanha volta ao topo do futebol mundial e confirma o excelente momento vivido pelo país, que também é o atual campeão da Copa do Mundo Feminina. Já a Argentina encerra sua campanha de forma honrosa, mas com o sentimento de que a despedida de Lionel Messi dos Mundiais terminou sem o sonhado bicampeonato consecutivo.




















