Os avanços da ciência já apontam para uma verdadeira transformação na medicina nos próximos anos. Estudos em andamento indicam que novas tecnologias poderão mudar a forma como doenças são diagnosticadas e tratadas, trazendo mais precisão e aumentando as chances de cura.
De acordo com o oncologista Glaucio Bertollo, coordenador de Pesquisa Clínica do Hospital Santa Rita, novas ferramentas estão sendo desenvolvidas, como métodos de imagem mais avançados e a chamada biópsia líquida — técnica que busca identificar células tumorais circulantes no sangue. A expectativa é que, futuramente, a análise do DNA tumoral permita detectar doenças de forma antecipada, antes mesmo do surgimento de sintomas.
Na área de tratamentos, a hepatite B surge como uma das grandes apostas da medicina. Segundo a médica Mayara Lodi, especialista em gastroenterologia e hepatologia, diversas terapias em desenvolvimento buscam a chamada “cura funcional”, com resultados considerados promissores pela comunidade científica.
Outro destaque é a evolução no combate à esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), que já entrou em uma nova fase com terapias aprovadas e outras em desenvolvimento. A tendência é ampliar os resultados no tratamento da fibrose e melhorar os desfechos clínicos, inclusive com o uso de estratégias combinadas.
No Espírito Santo, pesquisas também avançam no tratamento do câncer. O Hospital Santa Rita conduz um estudo inovador com pacientes de câncer de cólon, testando o uso de imunoterapia antes e depois da cirurgia, em substituição à quimioterapia tradicional. Enquanto um grupo segue o tratamento convencional, outro recebe a nova abordagem, que pode representar um marco na oncologia.
Apesar da grande expectativa, os especialistas destacam que os resultados ainda estão em análise. Ainda assim, o cenário é de otimismo, com a possibilidade de mudanças significativas na forma como a medicina enfrenta algumas das doenças mais desafiadoras da atualidade.







