Em Barra de São Francisco como outras cidades são distribuidos os temas variados entre as comunidades, equipes e pastorais. A cada ano os tapetes de Corpus Christi tem chamado atenção e os moradores aguardam ansiosamente a data tradicional.
Durante a procissão de Corpus Christi, os fiéis percorrem os tapetes, enquanto o sacerdote carrega o ostensório — objeto sagrado que exibe a hóstia consagrada, representando o próprio Cristo. Além de ser um ato de fé, a confecção dos tapetes também promove união entre as comunidades
Uma vida inteira guiada pela fé. Zuleide Pereira da Silva, conhecida como Irmã Vicência, foi além da vocação religiosa. Virou símbolo da uma celebração que emociona e une gerações em Castelo, no Sul do Espírito Santo. Foi ela que, em 1963, montou o primeiro tapete, com folhas e flores, em frente à Capela de Nossa Senhora das Graças. Nasceu assim uma tradição que todos os anos transforma as ruas da cidade em obra de arte durante o Corpus Christi e atrai milhares de visitantes.
Além de escrever um capítulo da história de Castelo, Irmã Vicência deixou mudou para sempre a vida das pessoas que cruzaram o seu caminho.
Maria Vicência Tosi carrega o nome da religiosa que ajudou a salvar a vida dela e da mãe. “Eu nasci pelas mãos da Irmã Vicência. Ela era muito amiga da minha família. Minha mãe, em homenagem a ela, me batizou com o nome dela. Fui muito acompanhada pela irmã Vicência”, lembrou.
A aposentada Naly Moreira Trugilho, de 100 anos, também lembra com carinho dos momentos vividos ao lado da Irmã Vicência. Elas se conheceram 1953, quando a religiosa chegou do Recife ao Espírito Santo.
“Ela veio para trabalhar na Santa Casa, mas como não tinha prática de nada, encarregaram o berçário à ela. Ela cuidava das crianças, de tudo. Era cuidadosa, carinhosa. Eu fiz amizade porque tinha vontade de ter muitos filhos, mas comecei a ter abortos espontâneos. E ela me dava muito apoio”, contou.



















