A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, nesta quarta-feira, uma operação para combater crimes de agiotagem e extorsão nos bairros Jardim Camburi, em Vitória, e Ourimar, na Serra. As investigações indicam que um esquema estruturado vinha operando nas duas regiões, envolvendo cobrança ilegal de dívidas com uso de ameaças e apropriação de bens de vítimas.
No bairro Ourimar, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de um comerciante de 42 anos, apontado como o principal responsável pelo esquema de empréstimos ilegais com juros abusivos — prática popularmente conhecida como agiotagem. No local, os policiais encontraram e apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros com munições, diversas joias, R$ 23 mil em espécie, notas promissórias no valor de R$ 51 mil e cheques preenchidos totalizando R$ 480 mil. Também foram recolhidos dois celulares, um notebook e duas procurações assinadas por terceiros, transferindo a propriedade de terrenos para o suspeito e sua esposa.
Já em Jardim Camburi, foi cumprido mandado de busca e apreensão contra um homem de 44 anos, identificado como cobrador do grupo. Ele, no entanto, não foi localizado no endereço informado.
Riscos da Agiotagem:
A agiotagem é ilegal e pode causar sérios danos financeiros e psicológicos às vítimas. Os juros cobrados por agiotas frequentemente ultrapassam os limites legais estabelecidos pelo Banco Central e não oferecem qualquer proteção contratual. Além disso, é comum que os agiotas utilizem métodos violentos ou intimidações para realizar cobranças, o que configura crime de extorsão. Em muitos casos, vítimas perdem bens como veículos, imóveis ou até heranças, por meio de documentos forjados ou assinados sob coação.
A prática alimenta o crime organizado e dificulta o acesso da população a linhas de crédito seguras. A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa endividada busque apoio junto a instituições financeiras regulamentadas e procure programas de renegociação legal, evitando recorrer a esse tipo de empréstimo clandestino.
As investigações seguem em andamento, e os suspeitos poderão responder por crimes como agiotagem, extorsão, porte ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.




















