Uma megaoperação da Polícia Federal desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 1,63 bilhão em todo o país. Entre os presos estão os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de influenciadores digitais de grande alcance nas redes sociais.
Batizada de Operação Narco Fluxo, a ação foi realizada nesta quarta-feira (15), cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados, incluindo Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas do setor musical e do entretenimento para misturar dinheiro lícito com recursos oriundos de atividades ilegais, como apostas não regulamentadas, rifas digitais clandestinas e até possíveis ligações com o tráfico internacional de drogas.
MC Ryan SP
Apontado como líder da organização criminosa, MC Ryan SP teria estruturado um sofisticado sistema financeiro para ocultar a origem dos valores ilícitos. De acordo com a PF, ele utilizava produtoras musicais para “lavar” o dinheiro, além de transferir bens para terceiros e familiares.
Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, armas, joias e itens de alto valor, incluindo um colar com referência ao traficante Pablo Escobar.
MC Poze do Rodo
Conhecido no cenário do funk carioca, MC Poze do Rodo também aparece como um dos envolvidos no esquema. Ele foi ligado a empresas utilizadas para movimentar recursos provenientes de rifas digitais e apostas ilegais.
O artista já vinha sendo investigado pela origem de bens ostentados nas redes sociais, como carros de luxo, joias e imóveis.
Chrys Dias
Com milhões de seguidores, Chrys Dias foi preso no interior de São Paulo. Ele ficou conhecido por divulgar rifas online e exibir uma vida de luxo nas redes sociais.
Na residência do influenciador, a polícia encontrou itens chamativos, como um carro rosa e uma réplica de um carro de Fórmula 1 semelhante ao utilizado por Ayrton Senna.
Raphael Souza
Apontado como responsável pela página Choquei, Raphael Souza também foi alvo da operação. Com milhões de seguidores, a página é uma das maiores do país no segmento de entretenimento.
Segundo a investigação, ele teria atuado na gestão da imagem dos envolvidos, ajudando a fortalecer a reputação pública do grupo em troca de altos valores.
Como funcionava o esquema
De acordo com a Polícia Federal, o grupo operava em várias etapas:
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Origem: dinheiro vindo de rifas ilegais, apostas online e possíveis crimes financeiros
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Ocultação: uso de empresas de fachada e “laranjas”
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Dissimulação: transferências fracionadas e uso de criptomoedas
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Integração: mistura com receitas de empresas legítimas
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Luxo: compra de imóveis, veículos e joias de alto valor
As investigações apontam que mais de 200 policiais participaram da operação, que abrangeu diversos estados brasileiros.
Os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.







