O Brasil confirmou os primeiros casos da variante XFG da Covid-19, uma recombinação de linhagens da Ômicron (LF.7 e LP.8.1.2), identificada inicialmente no Ceará entre 25 e 31 de maio. Ao todo, o Ministério da Saúde registrou oito casos no país — seis no Ceará e dois em São Paulo — sem óbitos até o momento.
A XFG já foi detectada em 38 países, segundo a OMS, que a classificou como “variante sob monitoramento”. Apesar do avanço, o risco global é considerado baixo e as vacinas continuam eficazes contra a cepa. Globalmente, a presença da XFG entre as amostras sequenciadas subiu de 7% para 23% em junho.
No Ceará, houve aumento de positividade de testes, que passou de quase 0% no início de junho para 10% no fim do mês, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. A maioria dos casos foi registrada em Fortaleza.
Segundo o infectologista Julio Croda, da Fiocruz, o crescimento da variante pode estar ligado a maior transmissibilidade ou escape imune, mas sem sinais de maior gravidade. Os sintomas são similares aos da Covid-19 tradicional, com destaque para dor de garganta, rouquidão e irritação.
A baixa cobertura vacinal entre idosos preocupa especialistas. Em 2025, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 14,2 milhões de doses atualizadas, mas reforça que a adesão ainda é insuficiente.
Embora a influenza seja atualmente o vírus respiratório mais presente nos hospitais, a evolução da XFG pode alterar esse cenário, dependendo da imunidade coletiva e cobertura vacinal.







