Um mês após matar o marido alegando legitima defesa, Schaiany Bandeira Cordeiro Rocha, de 35 anos, falou pela primeira vez sobre o crime com a equipe do Brasil Urgente ES. Em entrevista, ela contou que já vinha sofrendo agressões do então marido pouco tempo depois de começarem a morar juntos e o primeiro episódio teria ocorrido quando estavam em um restaurante e, por achar que estavam olhando para a esposa e ela correspondendo, a agrediu no carro quando foram embora.
A partir de então, o relacionamento ficou marcado por outras agressões que culminaram no assassinato de Fabrício Lima Borges, de 34 anos, morto a tiros pela ex-companheira no dia 5 de fevereiro deste ano.
Schaiany tinha posse de uma arma que era de um ex-marido que havia morrido anos antes. No dia do assassinato, Fabrício a agrediu e perguntou aonde estava essa arma, pois quando havia procurado não achou. Ela disse a ele que não sabia onde estava mas revelou a reportagem ter escondido por que ele estava mais agressivo que o normal. Foi nesse momento que ele pegou uma faca e foi para cima dela e a mulher, para se defender, efetuou os disparos e o matou.
Ela chegou a ser presa por 18 dias e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Schaiany responde o processo em liberdade e a defesa quer provar que ela agiu em legítima defesa.
Relembre o caso
Uma briga de um casal que estava em processo de separação terminou em morte, na noite do dia 5 fevereiro, em Marcílio de Noronha, em Viana. Fabrício Lima Borges, de 34 anos, foi morto a tiros pela ex-companheira, que confessou o crime à polícia, mas alegou que agiu em legítima defesa.
De acordo com informações da reportagem da TV Tribuna/Band, em depoimento à polícia, a mulher contou que o ex-companheiro havia ido à casa onde os dois moravam juntos, em Marcílio de Noronha, para pegar algumas roupas. No local, os dois começaram a discutir.
A mulher alega que, durante a briga, Fabrício a agrediu fisicamente chegou a pegar uma faca e ir em direção a ela. Para se defender, ela teria pego uma pistola e desferido vários tiros contra ele.
Fabrício foi atingido por três tiros e morreu na hora. A suspeita permaneceu no local e se entregou à polícia, confessando o crime.
Ela foi encaminhada para o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em Vitória. Em seguida, foi levada ao presídio, onde passará por audiência de custódia, que definirá se ela permanecerá presa ou se responderá ao processo em liberdade.







