HA? quase 40 anos na guerrilha Farc e como um de seus dirigentes mA?ximos, Mauricio Jaramillo estA? convencido da paz na ColA?mbia e de que as armas jA? nA?o sA?o necessA?rias e tampouco “um fetiche” para os rebeldes.
Seu nome de batismo A� Jaime Parra, mas na guerra o mudou em homenagem a um professor que teve nas Juventudes Comunistas. Por sua profissA?o tambA�m lhe chamam de “El mA�dico” e A� membro do Secretariado das Farc responsA?vel pelos guerrilheiros presos e por sua libertaA�A?o durante os acordos de paz.
Participou no inA�cio dos diA?logos em Cuba, que fizeram com que saA�ssem “mais fios brancos” em sua cabeA�a do que jA? tem. ApA?s quatro anos de negociaA�A�es, assinaram a paz em novembro de 2016 com o governo de Juan Manuel Santos para acabar com mais de meio sA�culo de conflito.
Aos 62 anos, estA? na localidade de Colinas, departamento de Guaviare, A� frente de uma das 26 zonas onde estA?o concentrados cerca de 7 mil guerrilheiros para cumprir o processo de deposiA�A?o das armas — supervisionado pela ONU e que deve terminar na prA?xima semana — e voltar para a vida civil.
“As armas em si mesmas sA?o um ferro […] agora tomamos uma decisA?o de carA?ter polA�tico e nA?o precisamos delas”, disse em entrevista A� AFP este comandante das ForA�as Armadas RevolucionA?rias da ColA?mbia (Farc).
Em Colina, um dos maiores e mais complicados pontos de concentraA�A?o do paA�s, em parte pela presenA�a de dissidentes das Farc, insiste que a anista aos guerrilheiros estA? atrasada e disse que a cA?pula das Farc vai “aceitar” e “assumir” as sentenA�as da justiA�a de transiA�A?o.