Um bebê de 45 dias, identificado como Asafe, morreu na última terça-feira (1) após complicações de uma pneumonia, diagnosticada tardiamente no Hospital São José, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. A mãe da criança, Aryele Ribeiro da Silva, usou as redes sociais para denunciar o hospital por negligência médica, relatando uma série de atendimentos inadequados e a demora no diagnóstico da doença.
Segundo Aryele, o bebê começou a apresentar sinais de desconforto, como choro excessivo e dificuldade respiratória, no dia 27 de junho. No sábado (28), a mãe levou o filho ao pronto atendimento da maternidade, onde ele foi diagnosticado com cólica e liberado rapidamente. No entanto, o quadro do bebê piorou, e a mãe voltou ao hospital nos dias seguintes, já observando dificuldades respiratórias mais evidentes.
“Percebi que ele estava com dificuldade para respirar e levei novamente. Nada foi feito, falaram que era cólica e mandaram eu voltar para casa”, relatou Aryele, destacando que, após novos atendimentos frustrados, a criança foi levada a outra unidade hospitalar. Foi nesse novo hospital que o diagnóstico de pneumonia foi finalmente confirmado, mas o pulmão do bebê já estava gravemente comprometido.
Após ser internado novamente no Hospital São José, o bebê foi entubado na segunda-feira (30), após sofrer uma parada cardíaca. Três paradas cardíacas se seguiram, e Asafe não resistiu aos danos causados pela infecção. Aryele acredita que a falha nos primeiros atendimentos do hospital foi determinante para a morte do filho.
Em sua denúncia, a mãe afirma que o descaso com a saúde de Asafe não começou no atendimento para pneumonia, mas no parto, quando a criança teria engolido líquido amniótico e precisado de internação, sendo negligenciada desde o início.
“Quero justiça para que outras pessoas não passem por isso”, escreveu Aryele nas redes sociais, clamando por responsabilidades e explicações sobre o tratamento dispensado ao seu filho.
O Hospital São José, até o fechamento desta reportagem, ainda não se manifestou sobre as acusações de negligência e o ocorrido. O espaço permanece aberto para um posicionamento da instituição.







