A ave mais rara do planeta é brasileira

 

A Ararinha-azul brasileira, também conhecida como Arara-azul-de-Lear, é a ave mais rara do planeta. Sua população foi drasticamente reduzida ao longo dos anos devido à perda de habitat e ao tráfico ilegal de animais, e em certo ponto chegou a ser considerada extinta na natureza.

Nos últimos anos esforços de conservação estão sendo feitos para tentar reintroduzi-la em seu habitat natural no Brasil.

O nome científico da arara-azul é Anodorhynchus hyacinthinus. A arara-azul, como o nome sugere, destaca-se pela coloração azul de suas penas, mais precisamente da cor azul-cobalto. Um detalhe interessante é que na parte inferior das asas e da longa cauda a coloração não é azul, como no restante do corpo, e sim preta. Na cabeça, é possível perceber um anel de cor amarela ao redor dos olhos. Além disso, a coloração amarela é percebida nas pálpebras e base da boca. O bico desse animal é grande e curvo, dando a impressão de que esse é maior que o próprio crânio.

Esse animal destaca-se também pelo seu tamanho. Uma arara-azul adulta pode atingir até um metro de comprimento e pesar até 1,3 kg. Quando nascem os filhotes, apresentam cerca de 30 gramas e um tamanho de cerca de 82 mm.

Esses animais são aves sociais, sendo encontradas em pares ou grupos. Esses grupos podem ser encontrados em locais de alimentação e nos chamados dormitórios, que funcionam como áreas para o descanso desses animais. As araras-azuis apresentam alta capacidade de socialização entre os membros do grupo.

Uma característica interessante da arara-azul é que ela apresenta comportamento monogâmico, com formação de casais que permanecem unidos até mesmo fora da estação reprodutiva. Esses pares dividem tarefas entre si, como o cuidado com o filhote e com o ninho.

Após o acasalamento, os ovos são colocados em ninhos localizados, principalmente, em ocos de árvores e em paredões rochosos. Geralmente, a fêmea bota entre um e três ovos e fica chocando-os por um período aproximado de um mês. Durante esse período, o macho é responsável por trazer alimento para a fêmea. É comum que o casal de arara reutilize um ninho de um ano para outro.

Nos primeiros meses após o nascimento, o filhote é muito fraco, estando sujeito à predação e também aos parasitas. Essas aves permanecem no ninho por, aproximadamente, três meses, alçando voo somente após esse período. A separação do filhote dos pais, no entanto, só ocorre após cerca de 12 ou 18 meses.

A arara-azul apresenta um bico bastante resistente, o qual a auxilia na sua alimentação. Esses animais alimentam-se, principalmente, de frutos de palmeiras, tais como buriti, licuri e macaúba. Geralmente, as araras-azuis são observadas alimentando-se sobre o solo e em bandos, diferentemente da maioria das espécies de araras que se alimenta no topo de árvores. A alimentação em grupo é uma forma importante de proteção.

Fonte: Brasil Escola

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