O volume de dinheiro esquecido em bancos, consórcios, cooperativas e outras instituições financeiras voltou a crescer e atingiu R$ 10,27 bilhões, segundo atualização do Sistema de Valores a Receber (SVR) divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (10).
Os recursos pertencem a 49,59 milhões de pessoas físicas e 5,03 milhões de empresas, número que também aumentou em relação ao mês anterior. Em janeiro, havia cerca de R$ 10 bilhões disponíveis para saque.
A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente no site oficial do SVR. Basta informar o CPF ou CNPJ. Para resgatar valores, é necessário ter uma conta Gov.br com nível prata ou ouro.
Do total ainda não retirado, R$ 7,97 bilhões pertencem a pessoas físicas e R$ 2,29 bilhões a empresas. Desde a criação do programa, o Banco Central afirma já ter devolvido R$ 13,35 bilhões a clientes e empresas que tinham dinheiro parado no sistema financeiro.
Apesar do montante elevado, a maioria dos beneficiários tem valores pequenos a receber: quase 75% possuem até R$ 10, enquanto apenas cerca de 2% têm valores acima de R$ 1.000.
Onde está o dinheiro esquecido?
Os bancos lideram o ranking dos valores não resgatados, com R$ 6,12 bilhões. Na sequência aparecem:
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Administradoras de consórcio: R$ 2,59 bilhões
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Cooperativas de crédito: R$ 933,9 milhões
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Instituições de pagamento: R$ 337,7 milhões
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Financeiras: R$ 209,3 milhões
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Corretoras: R$ 41,1 milhões
Clientes que usam o CPF como chave Pix podem ativar o resgate automático, modalidade em que o valor é transferido diretamente pela instituição financeira sem aviso prévio do Banco Central. Para empresas, contas conjuntas e instituições que não aderiram ao Pix, o pedido continua sendo manual.
O que é o SVR?
O Sistema de Valores a Receber foi criado pelo Banco Central para devolver dinheiro esquecido em instituições financeiras, como:
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Contas encerradas com saldo disponível
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Cotas de cooperativas de crédito
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Recursos de consórcios encerrados
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Tarifas cobradas indevidamente
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Valores de contas de pagamento ou corretoras encerradas
Como consultar?
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Clique em “Consulte valores a receber”
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Informe CPF ou CNPJ e dados solicitados
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Caso haja valores, faça login com Gov.br (nível prata ou ouro)
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Solicite o resgate conforme as orientações do sistema
E se a pessoa faleceu?
A consulta pode ser feita por herdeiro, inventariante ou representante legal, mediante termo de responsabilidade e contato direto com as instituições financeiras.







