O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, apelou nesta segunda-feira, 19, à Corte Internacional de Justiça (CIJ) para que a ocupação de Israel seja encerrada de imediato. Mais de 50 países apresentarão argumentos ao tribunal superior das Nações Unidas até a próxima segunda-feira, 26.
Alguns territórios palestinos foram tomados por Tel Aviv durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Entre eles estavam Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Oriental, Colinas de Golã, na Síria, e Península do Sinai, no Egito.
Em 2005, Israel retirou todas as suas forças de Gaza, impondo sanções em seguida e controlando a fronteira ao lado dos egípcios. A Cisjordânia, apesar de ser governada parcialmente pela Autoridade Nacional da Palestina (ANP), ainda conta com assentamentos israelenses. Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã, por sua vez, permanecem sob controle de Israel.
Na corte, Al-Maliki afirmou que o país é responsável por décadas de discriminação e apartheid contra palestinos, de forma a supostamente impor “deslocamentos [forçados], subjugação ou morte”. O governo israelense rejeita as acusações.
“A única solução consistente com o direito internacional é que essa ocupação ilegal chegue ao fim imediato, incondicional e total”, demandou.