O Ministério Público do Espírito Santo denunciou à Justiça o homem acusado de matar uma cadela de forma cruel em novembro de 2025, na localidade de Córrego Duas Barras, zona rural de Vila Valério, no Noroeste capixaba.
De acordo com as investigações, imagens que circularam nas redes sociais à época mostram o suspeito, de 57 anos, amarrando o animal pelo pescoço a uma estrutura do telhado, provocando sua morte. Mesmo após o ato, ele ainda desferiu um golpe na cabeça da cadela com um martelo, aumentando a comoção e a revolta popular.
À polícia, o homem alegou que cometeu o crime porque estaria criando galinhas e que o animal teria consumido ovos da criação. Apesar da justificativa, ele permanece preso desde o dia 15 de novembro de 2025.
O caso se enquadra no artigo 32 da Lei nº 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais, que trata dos crimes de maus-tratos contra animais. Em caso de condenação, a pena prevista é de três meses a um ano de detenção, além de multa.
A deputada estadual Janete de Sá, presidente da CPI dos Maus-Tratos contra os Animais, comentou o caso em vídeo divulgado nas redes sociais. Segundo ela, a situação evidencia a crueldade humana e reforça a necessidade de leis mais severas.
“Precisamos endurecer a lei. O Ministério Público agiu com celeridade, ofereceu denúncia e um processo judicial está sendo aberto para que esse cidadão, que cometeu um crime covarde, seja punido severamente”, afirmou a parlamentar.
O caso segue agora para apreciação da Justiça e reacende o debate sobre o combate aos maus-tratos e a proteção efetiva dos animais no Espírito Santo.







