O jogo seria baseado nos moldes do que já existe em outros estados, como Minas Gerais, e está em análise da Procuradoria-Geral
Quem tem o costume de fazer uma “fezinha” pode ganhar mais uma opção de jogo. É que o governo do Estado pretende criar uma loteria estadual nos moldes das que existem em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Os recursos arrecadados serão destinados a projetos de mobilidade urbana e nas áreas de esporte e cultura.
Para implantar o sistema de apostas, o governo aguarda um posicionamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que está analisando a proposta para definir se a iniciativa é viável juridicamente.
O governo não deu detalhes sobre como os jogos vão funcionar, mas confirmou que está analisando loterias de outros estados, como Minas Gerais. Na loteria mineira, é oferecida a raspadinha e sete opções de jogos on-line.
O jogo mais famoso por lá é o Keno Minas, que faz sorteios todos os dias, a cada cinco minutos, e custa R$ 1,50 por aposta. Nesta loteria, são sorteados 20 números dentre 80 disponíveis, sendo que cada apostador deve indicar 10. O prêmio é proporcional à quantidade de números escolhidos.
O governo de Minas Gerais arrecada cerca de R$ 26 milhões por ano com a loteria. O sistema também funciona nos estados do Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba.
Como o governo do Estado seria responsável pelo fluxo financeiro – sem a necessidade de criar estruturas próprias para o jogo –, a expectativa é de que a loteria funcione em agências bancárias do Estado.
Apostador há mais de 10 anos, o militar Jorge Talbachi, 61 anos, aprova a criação de uma nova loteria. “É mais uma chance de ganhar, né? Uma hora a sorte pode bater”, afirmou.
Legalidade
A análise jurídica feita pela PGE vai definir, por exemplo, se a operação do serviço pelo Estado é legal e de que forma o governo pode fazer essa operação. Também vai indicar se a criação da loteria seria feita através de um projeto de lei ou por outros meios.
A operação de loterias por governos estaduais é um tema polêmico no País e já rendeu diversas ações, já que uma lei em vigor desde 1967 determina que a exploração do serviço deve ser feito pela União.
Em 2017, o governo de Minas Gerais ganhou na Justiça o direito de continuar com suas atividades lotéricas.
Fonte: Tribuna Online








