O homem suspeito de manter mulher e dois filhos em cativeiro por 17 anos em uma casa em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, teve sua prisão convertida em preventiva, sem prazo definido, neste sábado (30), após audiência de custódia presidida pela juíza Monique Correa Brandão dos Santos Moreira.
A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público, que argumentou haver “indícios de autoria e materialidade e para manutenção da ordem pública” e o “concreto risco à integridade psicofísica das vítimas”.
Casa em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde mulher e dois filhos viveram em cativeiro por 17 anos – Reprodução/PMRJ
Ao decretar a prisão preventiva, a juíza também citou como argumento a “suposta conduta do agente, que restringiu a liberdade da sua esposa e filhos, privando-os de alimentação e condições mínimas de sobrevivência, submetendo-os, ainda, a intenso sofrimento físico e mental por longos anos”.
A magistrada relatou na decisão que a mulher de Silva, Edna, 40, sofria de fraquezas impostas pelas condições precárias e que os filhos, Gisele, 22, e Wesley, 19, foram encontrados com as extremidades amarradas por cordas. Seus nomes completos não foram divulgados.
“[Edna] informou, ainda, que o custodiado nunca permitiu que seus filhos frequentassem escola e que já teriam ficado até três dias sem comer”, escreve a juíza.