Em uma ação rápida e coordenada, a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), com apoio da Força Tática da 19ª Companhia Independente da Polícia Militar (PMES), prendeu, na noite do último sábado (27), um homem de 30 anos acusado de assassinar brutalmente a idosa Vilma Costa Binda, de 80 anos. O crime aconteceu na zona rural de Montanha, onde o suspeito trabalhava como vaqueiro na fazenda da vítima. A prisão foi efetuada no distrito de Itamira, em Ponto Belo.
Desaparecimento gerou alerta
O caso começou a ganhar contornos trágicos na tarde da última quinta-feira (25), quando o filho da vítima, de 47 anos, procurou a 15ª Delegacia Regional de Colatina para registrar o desaparecimento da mãe. Segundo ele, Vilma havia deixado a fazenda da família rumo ao Centro de Montanha, na quarta-feira (24), mas nunca retornou.
O vaqueiro da propriedade, agora preso, alegava inicialmente que a idosa havia saído da fazenda e não voltado — versão que começou a levantar suspeitas diante da ausência de informações concretas.
Corpo encontrado e vaqueiro vira principal suspeito
Na manhã de sexta-feira (26), a Polícia Civil recebeu uma denúncia: o corpo de uma mulher havia sido encontrado em um matagal, próximo a um mata-burro da fazenda. Equipes da PCES, PMES e da Polícia Científica foram ao local, confirmando que se tratava da idosa desaparecida. O corpo foi encaminhado para a necropsia na Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Linhares.
O delegado Waldir Marins, titular da Delegacia de Montanha, assumiu a investigação e rapidamente identificou o vaqueiro como o principal suspeito. Um pedido de prisão temporária foi feito ao Plantão Judiciário de 1º Grau da 7ª Região do TJES, em Barra de São Francisco, e prontamente deferido.
Prisão, confissão e reviravolta
No sábado (27), o suspeito foi localizado e preso. Durante as diligências, acabou confessando o crime. Ele indicou aos policiais onde havia escondido o carro da vítima, até então desaparecido, e também revelou o local onde ocultou a arma do crime — um pedaço de madeira.
“O crime foi praticado para assegurar a subtração e venda de gados pertencentes à vítima. Embora tenha negado inicialmente, após a prisão ele confessou e deu detalhes da execução. A resposta foi rápida e firme”, afirmou o delegado Waldir Marins.
Justiça e desdobramentos
Após ser interrogado na Delegacia de Montanha, o autor do crime foi transferido para a Delegacia Regional de Nova Venécia e, posteriormente, encaminhado a um presídio, onde está à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte).
O caso segue sob investigação para apurar se houve participação de terceiros ou envolvimento em outros crimes relacionados.




















