Nesta quinta-feira (14), o Tribunal do Júri de Aracruz, no Espírito Santo, condenou Alan Pinto Miranda a 26 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio de sua ex-companheira, Sabrine Paixão de Lírio, e pelo descumprimento de medida protetiva. O crime ocorreu em janeiro de 2023 e chocou a comunidade local pela brutalidade e circunstâncias.
Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o réu assassinou Sabrine com diversos golpes de faca dentro da loja de roupas onde ela trabalhava, no bairro São José. A ação foi considerada um crime qualificado, praticado por motivo torpe, com requintes de crueldade, e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de estar relacionado à condição de sexo feminino – caracterizando feminicídio.
O juiz responsável pela sentença destacou a gravidade dos crimes, o impacto profundo à família e à sociedade, além da necessidade de manter a prisão preventiva do acusado para garantir a ordem pública e o cumprimento da lei penal. O casal tinha duas filhas pequenas, que ficaram órfãs de mãe.
Violência recorrente e descumprimento de medida protetiva
O histórico de violência doméstica foi determinante no processo. Conforme o inquérito policial, Sabrine havia se separado de Alan cerca de um mês e meio antes do crime, mas o acusado não aceitava o fim do relacionamento. Três semanas antes do assassinato, a vítima solicitou uma medida protetiva de urgência após o ex-companheiro invadir sua casa, quebrar objetos e ameaçá-la.
O feminicídio aconteceu no dia 25 de janeiro de 2023, no provador da loja onde Sabrine trabalhava. A violência chocou os colegas de trabalho e moradores da região.
A sentença representa um passo importante no combate à violência contra a mulher e reforça a necessidade de atenção às medidas protetivas e às denúncias de violência doméstica.







