Prestes a assumir o segundo mandato de governador do Espírito Santo, na próxima terça-feira (1), Renato Casagrande (PSB) já tem suas primeiras ações traçadas: vai publicar decretos com cortes nos gastos da máquina pública, além de se reunir com deputados e ministros do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Com a experiência de um mandato à frente do Palácio Anchieta, ele traça uma diferença entre a gestão que iniciará e a que se encerrou em 2014. “O desafio maior é governar em um cenário de intransigência e exigência da sociedade. Vou governar em época de tensionamento forte”, avalia.
Entre as primeiras medidas do primeiro dia à frente do Estado estão decretos com redução de gastos com gasolina, telefone, água e luz, nos prédios ligados ao Poder Executivo, e análise de todos os contratos firmados nos últimos três meses pela atual gestão.
“Vamos ter decreto para normatizar e estabelecer um corte de custeio. Pode ser combustível, luz, água e carros. Um decreto que vai centralizar a previsão orçamentária. Um decreto que vai certamente estabelecer a análise dos contratos nos últimos três meses”, explicou o governador eleito, em entrevista concedida ao jornal A Tribuna.
Indagado sobre comissionados, ele diz não ter definição se a redução dos gastos com a máquina pública irá significar cortes em cargos. Duas agendas, porém, se mostram urgentes já no primeiro mês de governo: a eleição da Mesa Diretora da Assembleia e o contato com o primeiro escalão do governo federal.
Sobre a eleição entre os parlamentares, Casagrande deixou claro que começou a se movimentar, mas iniciará uma nova rodada de conversas já no próximo dia 7. “Quero colaborar para construir uma unidade na Assembleia que ajude a garantir a governabilidade”.
Preocupado com a infraestrutura do Estado e a necessidade de reforçar portos e ferrovias, além da área social, o socialista adianta que vai buscar se reunir, em janeiro, com o futuro ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e da Cidadania, Osmar Terra: “Vou chegar lá (em Brasília) e começar a contactar a equipe de governo”.
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Fonte:Tribunaonline




















