Pelo menos 43 palestinos morreram neste domingo (13) em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil local, controlada pelo Hamas. Um dos ataques mais letais ocorreu perto do campo de refugiados de Nuseirat, onde um míssil atingiu um ponto de distribuição de água potável e matou 20 pessoas, incluindo dez crianças. O Exército de Israel afirmou que o alvo era um membro da Jihad Islâmica, mas uma falha técnica desviou o míssil.
Outros ataques atingiram um mercado na Cidade de Gaza e o campo de deslocados de Al Mawasi, matando ao menos 13 pessoas, segundo autoridades palestinas. A escassez de combustível agravou a crise humanitária no território, afetando o abastecimento de água e saneamento, enquanto a ONU alerta para uma situação “à beira da inanição”.
No domingo, um novo navio com ativistas pró-Palestina partiu da Sicília em direção a Gaza, tentando romper o bloqueio israelense. A última missão do tipo foi interceptada por Tel Aviv.
As negociações de cessar-fogo mediadas pelo Qatar e com apoio dos EUA seguem paralisadas. Israel e Hamas discordam sobre os termos da retirada israelense e da libertação dos reféns. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que não abrirá mão das exigências de Israel: libertação dos reféns, destruição do Hamas e segurança permanente em Gaza.
Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, mais de 58 mil palestinos morreram, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Israel contabiliza 1.200 mortos em seu território no ataque inicial do Hamas, além de 251 reféns levados para Gaza — dos quais ao menos 20 estariam vivos.







