A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) localizou, com sucesso, uma adolescente de 13 anos que estava desaparecida desde o dia 15 de julho, graças à utilização do Amber Alert, ferramenta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Este foi o primeiro caso no Estado inserido no protocolo nacional de alertas, marcando um avanço no uso de tecnologias na segurança pública.
A adolescente foi encontrada quatro dias depois, em 19 de julho, após uma mulher reconhecê-la pelas redes sociais, ao visualizar o alerta. A cidadã acolheu a jovem e entrou em contato com as autoridades, encerrando o caso com um desfecho positivo.
Tecnologia que salva vidas
Em coletiva realizada no dia 30 de julho, o delegado Ricardo Almeida, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou a importância da tecnologia:
“A tecnologia está ajudando não somente na elucidação de crimes, mas também no encontro de desaparecidos.”
Segundo o delegado Luiz Gustavo Ximenes, titular da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), a ferramenta Amber Alert passou a integrar um novo Procedimento Operacional Padrão (POP) da delegacia. O alerta pode ser ativado quando:
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O desaparecido tem menos de 18 anos
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O caso ocorreu há menos de 72 horas
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Há risco grave e iminente à vida ou integridade da vítima
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Os responsáveis autorizam a divulgação da imagem
“O Espírito Santo tem se destacado com delegacia especializada e avanços como o reconhecimento facial”, afirmou Ximenes.
Como foi o desaparecimento
A adolescente foi vista pela última vez no Terminal de Campo Grande, em Cariacica, e seguiu sozinha até a Praia da Costa, em Vila Velha, utilizando duas vezes o cartão GVBus da mãe. Inicialmente, o caso foi tratado como possível sequestro, mas as investigações revelaram que a jovem saiu por conta própria, em busca de uma oportunidade de trabalho.
Durante os dias em que esteve desaparecida, a adolescente contou com a ajuda de moradores da região, que lhe ofereceram água, comida e abrigo. O alerta emitido pelo Amber Alert alcança usuários em um raio de até 160 km do último local em que a criança foi vista.
Final feliz e exemplo para o país
A delegada adjunta da DEPD, Gabriela Enne Barbosa, celebrou o sucesso da operação:
“Foi a primeira vez que utilizamos a ferramenta no Estado e já tivemos êxito.”
A história da adolescente reforça a importância da atuação integrada entre autoridades, tecnologia e sociedade civil. A experiência bem-sucedida no Espírito Santo agora serve como modelo para outros estados brasileiros, demonstrando o poder da informação rápida e do engajamento coletivo na proteção de crianças e adolescentes.







