A Polícia investiga sobre uma rede criminosa especializada em utilizar pessoas simples para sacar FGTS de outras pessoas, utilizando documentação falsas. Segundo informações, uma rede criminosa direciona para várias cidades do Espírito Santo, pessoas que entram na agência bancária e tentam sacar o dinheiro. Essa senhora que foi detida é de Goiania e não tem passagem pela Polícia, mais tinha conhecimento que praticava o crime e responderá nos rigores da lei. Segundo a mulher uma pessoa a trouxe até Barra de São Francisco e a divisão do furto seria 50% para ela e 50% para o mandante.
A atuação eficiente e estratégica da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) resultou na prisão de uma mulher suspeita de tentar aplicar um golpe utilizando identidade falsa para sacar valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), na tarde desta quarta-feira (03), em Barra de São Francisco.
A ocorrência foi registrada na agência da Caixa Econômica Federal, localizada na Avenida Edson Henrique Pereira, no Centro da cidade, e contou com a pronta resposta da equipe da Ronda Interativa do 11º Batalhão da Polícia Militar.
Vigilância e integração evitaram prejuízo à vítima
Após comunicação realizada pelo Capitão Valter ao sargento Vaccari, a guarnição deslocou-se imediatamente até a agência bancária para averiguar uma suspeita de fraude identificada pelos funcionários da instituição.
Segundo informações repassadas pelo gerente da agência, uma mulher tentava realizar um saque do FGTS utilizando documentos em nome de outra pessoa. Durante a conferência dos dados, foram constatadas inconsistências que levantaram suspeitas sobre a autenticidade da documentação apresentada.
Demonstrando profissionalismo e rapidez, os policiais realizaram contato direto com a verdadeira titular da conta, que confirmou não estar na agência e desconhecer qualquer tentativa de saque, comprovando a fraude em andamento.
Confissão e prisão em flagrante
Diante da confirmação do crime, os militares abordaram a suspeita ainda no interior da agência. Durante a abordagem, ela confessou que utilizava identidade falsa para efetuar o saque dos recursos do FGTS.
A mulher relatou aos policiais que teria sido aliciada por uma comparsa para viajar até Barra de São Francisco com o objetivo de realizar o saque fraudulento. Em troca, receberia metade do valor obtido de forma ilícita.
Com base nos fatos constatados, os militares deram voz de prisão à suspeita pelo crime de estelionato qualificado. A condução ocorreu de forma tranquila, sem necessidade do uso de algemas, já que não houve resistência à ação policial.
Trabalho exemplar da Polícia Militar
A ocorrência evidencia a importância da integração entre instituições financeiras e forças de segurança no combate aos crimes de fraude eletrônica, modalidade criminosa que tem crescido em diversas regiões do país.
Graças à atenção dos funcionários da Caixa Econômica Federal e à rápida intervenção da equipe da Ronda Interativa do 11º BPM, foi possível impedir o prejuízo à vítima e interromper a ação criminosa antes da consumação do golpe.
A atuação dos militares reforça o compromisso da Polícia Militar do Espírito Santo com a proteção da população, o combate à criminalidade e a preservação da ordem pública, demonstrando mais uma vez a eficiência do trabalho preventivo e repressivo realizado diariamente em Barra de São Francisco e toda a região.
Polícia Militar do Espírito Santo: compromisso permanente com a segurança e a defesa da sociedade capixaba.
Em situações como a descrita na matéria, a responsabilidade é compartilhada entre o cliente e a instituição financeira, mas a legislação e os tribunais brasileiros costumam exigir dos bancos um elevado dever de segurança na prevenção de fraudes.
Reporternet oriente
O que o cidadão deve fazer para se proteger?
- Nunca compartilhe senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por telefone, WhatsApp ou e-mail.
- Mantenha documentos pessoais protegidos e comunique imediatamente em caso de perda ou roubo.
- Consulte regularmente extratos bancários e movimentações do FGTS.
- Utilize apenas canais oficiais para acessar contas e benefícios.
- Ao perceber qualquer movimentação suspeita, registre imediatamente uma reclamação junto ao banco e faça um boletim de ocorrência.
Qual é a responsabilidade do banco?
As instituições financeiras têm o dever de:
- Confirmar a identidade de quem realiza saques e operações.
- Utilizar sistemas de segurança capazes de detectar fraudes.
- Bloquear transações suspeitas quando houver indícios de irregularidade.
- Adotar mecanismos tecnológicos para proteger os clientes.
No caso relatado, o banco identificou inconsistências nos documentos apresentados e acionou a Polícia Militar antes da conclusão do saque. Isso demonstra que os mecanismos de controle funcionaram e impediram o prejuízo.
Se o golpe fosse consumado, quem pagaria o prejuízo?
Depende da investigação do caso. Em geral:
✅ Se ficar comprovado que o cliente não contribuiu para a fraude e que houve falha nos mecanismos de segurança da instituição, o banco pode ser responsabilizado pelos prejuízos.
✅ Se a fraude ocorreu porque o próprio cliente forneceu voluntariamente senhas, códigos ou autorizou a operação acreditando em golpistas, a situação se torna mais complexa e a responsabilidade pode ser discutida caso a caso.
E no caso do FGTS?
Se alguém descobre que seu FGTS foi sacado por terceiros sem autorização, deve procurar imediatamente a agência da Caixa Econômica Federal, registrar uma contestação, fazer boletim de ocorrência e guardar todos os documentos relacionados ao caso.
No episódio ocorrido em Barra de São Francisco, o mais importante é destacar que a fraude foi identificada antes da liberação dos valores, graças à atenção dos funcionários da agência e à rápida atuação da Polícia Militar, evitando que a verdadeira titular sofresse prejuízo financeiro




















