Guerra entre Israel e grupo terrorista Hamas em Gaza, iniciada após ataques de 7 de outubro de 2023, matou ou feriu mais de 200 mil e causou crise humanitária na população de dois milhões de palestinos.
A ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza matou pelo menos 60 mil palestinos desde outubro de 2023, segundo autoridades de Saúde locais, em um conflito que devastou o território e desencadeou uma crise humanitária em sua população de mais de 2 milhões de pessoas.
A estatística foi divulgada nesta terça-feira (29) pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas, que é considerada confiável pela ONU e órgãos humanitários e utilizada desde o início da guerra como referência para a quantidade de vítimas.
A maioria desses 60 mil mortos são civis, mulheres e crianças, segundo a Saúde de Gaza, dado que a ONU também confirma.
Além dos mortos, a guerra em Gaza entre Israel e o Hamas, que já dura 21 meses, deixou mais de 145 mil feridos. No entanto, os números de mortes e feridos são considerados subnotificados, porque milhares seguem desaparecidos sob os escombros de edifícios e áreas destruídas por bombardeios israelenses.
As mortes desses palestinos ocorreram de diversas maneiras: em bombardeios aos mais variados locais de Gaza —casas, abrigos, hospitais—, que Israel afirma abrigarem terroristas do Hamas, por tiros enquanto buscavam comida, de fome ou doenças por conta do bloqueio israelense de uma ampla distribuição de ajuda humanitária.
A guerra começou após integrantes do Hamas, que domina Gaza, ter realizado um ataque terrorista no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 israelenses e mais de 250 foram levados como reféns para o território palestino.
A subsequente campanha israelense em Gaza, com operação terrestre e bombardeios quase diários, arrasou bairros inteiros, deslocou diversas vezes a população de 2,3 milhões de palestino e os levou a um cenário de fome generalizada, segundo as Nações Unidas.
Israel afirma que suas operações têm como objetivo desmantelar as capacidades militares do Hamas e garantir a libertação dos reféns israelenses que ainda estão sob o poder do grupo. O Exército israelense diz ter matado milhares de combatentes do Hamas em Gaza e destruído centenas de quilômetros de túneis usados pelos militantes.
A condução do conflito por Israel tem provocado condenações internacionais e reiterados pedidos por um cessar-fogo, com agências de ajuda globais alertando para o colapso de serviços essenciais, palestinos morrendo de fome e surtos generalizados de doenças.
A mais recente rodada de negociações indiretas por um cessar-fogo, realizada em Doha entre Israel e Hamas, foi interrompida na semana passada sem que se chegasse a um acordo.
Fonte e crédito: G1




















