
A Justiça Estadual condenou Carlos Magno Farias Ramos a 49 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira Gabrielly Mennas da Silva, de 30 anos. O crime aconteceu no bairro São Judas Tadeu, em Colatina, no Noroeste do Estado, no dia 4 de janeiro deste ano.
Na época do crime, Gabrielly estava em casa quando Carlos Magno pulou o muro da residência e realizou os disparos contra ela. Além da prisão, o júri também determinou que seja paga uma quantia de R$ 200 mil de indenização.
Pedido de ajuda
O momento em que Gabrielly foi baleada foi registrado por uma câmera de segurança da casa (vídeo acima). No áudio, é possível notar o desespero de uma mulher temendo que um crime acontecesse e, na sequência, o barulho de tiros e o pedido de ajuda.
As imagens mostram uma criança correndo e, momentos depois, Gabrielly também aparece tentando subir as escadas do imóvel, mas acaba atingida e cai baleada. Os tiros também quebraram a porta de vidro da casa.
Relacionamento conturbado
Gaby e Carlos, segundo a família, ficaram juntos por cerca de seis meses, e o homem não aceitava o fim do namoro. Por temer pela própria vida, Gabrielly havia pedido na Justiça uma medida protetiva contra o ex.
Em entrevista em janeiro, o irmão da vítima relatou que na tarde do dia do crime Carlos Magno foi até o local de trabalho de Gabrielly e fez ameaças de morte. A mulher chamou a polícia, foi levada para outro local, mas depois acabou voltando para casa.
Nas redes sociais, Gabrielly já tinha compartilhado prints de conversas com o ex. Nas mensagens, é possível notar que o homem faz ameaças contra ela. Em uma delas, Carlos diz: “Vou dar um tiro na sua testa no meio de todo mundo”.
Relembre o crime
Gabrielly foi assassinada a tiros dentro de casa no bairro São Judas Tadeu, em Colatina, no dia 4 de janeiro. O crime foi registrado por uma câmera de segurança da casa. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Estadual Silvio Avidos, mas não resistiu aos ferimentos.
Na época, a Polícia Militar informou que policiais encontraram cinco cápsulas deflagradas na casa. Segundo a corporação, testemunhas relataram que, após os disparos, Carlos Magno fugiu em um carro de cor preta. Buscas foram feitas na região, mas ele não foi localizado.





















