Justiça determinou que menina de 3 anos fosse levada de volta para o país onde mora o pai, com quem Ana Maria foi casada por 16 anos
Após desejar e lutar para ser mãe, a bacharel em Direito Ana Maria Lopes Monteiro, de 42 anos, vive dias de angústia, segundo relata, depois de ter sua filha levada para a Holanda, com o pai, após decisão judicial.
A Tribuna – Como você conheceu seu ex-marido?
Ana Maria Lopes – Nós nos conhecemos aqui em Vitória, mas casamos em 2003 na Alemanha e, em 2004, fomos para a Holanda. Eu trabalhava como jurista na Holanda e, depois de muito tentar e passar por uma gravidez de risco, minha filha nasceu, em 2015.
O que levou à separação?
Eu amava meu marido, mas ele sempre foi uma pessoa muito difícil, às vezes até violento. Embora já houvesse acontecido episódios de agressão física, eu o amava. Porém, ele se apaixonou por outra pessoa e pediu o divórcio. Ele idealizou uma outra família e, para isso, eu tinha de ser descartada.
Por isso veio para o Brasil?
Tinha guarda compartilhada e vim para ficar um mês, com autorização dele, mas, por causa de problemas de saúde, acabei ficando mais tempo. Porém, a Justiça holandesa tinha meus laudos.
Sabia que sua filha poderia ser levada de volta para Holanda?
Nem eu e nem meu advogado fomos informados da decisão porque a Justiça colocou como sigilo. Na segunda-feira, tivemos uma manhã normal. Minha filha foi ao balé e a levei para a escola. Por volta das 15h40, recebi a ligação da escola me dando a notícia que meu ex-marido a tinha levado. Eu perdi minha menina. Ela foi tirada de mim.
Fonte: Tribuna Online





















