Em Barra de SA?o Francisco no bairro Nova Barra uma obra(CAPS), estA? abandonada e alA�m de tudo que estava no interior ter sido furtado, atA� fios de ligaA�A�es de energias foram levados e a obra estA? totalmente distruA�das caracterizando o desperdA�cio do dinheiro pA?blico na cidade francisquense.
O EspA�rito Santo tem hoje 315 obras paradas que jA? custaram aos cofres pA?blicos mais de R$ 1,6 bilhA?o. A informaA�A?o vem do Tribunal de Contas do Estado (TCES) e atesta como a crise financeira ou a falta de planejamento dos A?rgA?os pA?blicos a�?presenteoua�? a populaA�A?o com esqueletos de concreto ou obras em vias de serem entregues que, na prA?tica, nA?o servem para nada. Verdadeiros elefantes brancos.
Do total de obras que estA?o paradas, 72 sA?o do governo do EspA�rito Santo (quase 23% do total), e custaram atA� o momento R$ 1.178.670.800,93, ou seja, quase 70% do que foi gasto com projetos inconclusos. O restante das obras estA? a cargo de administraA�A�es municipais.
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Um desses elefantes A� o EstA?dio Kleber Andrade. Iniciada em 28 de junho de 2010, no segundo mandato do governador Paulo Hartung (PMDB), a obra atA� hoje nA?o estA? concluA�da, mesmo tendo sido inaugurada em dezembro de 2014 pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB).
Kleber Andrade: vA?o onde deve ser instalada a escada rolante
Foto: Fernando Madeira
Em uso, o estA?dio ainda nA?o possui placar eletrA?nico, pista de atletismo, acabamento e acesso aos vestiA?rios por escadas rolantes. A falta destas, inclusive, foi alvo de crA�ticas de times como o Botafogo, que em 2015, durante intervalo de partida contra o Mogi Mirim no estA?dio, preferiu ficar no gramado do que ter que subir 65 degraus de escadas para os vestiA?rios (na maioria dos estA?dios do paA�s, os vestiA?rios ficam na parte de baixo do campo).
Embora jA? tenha sido palco, inclusive, de um show internacional (em 2014, o ex-Beatle Paul McCartney se apresentou em Cariacica), o estA?dio A�, do ponto de vista do serviA�o pA?blico, um equipamento insustentA?vel. Pelos cA?lculos do Estado, somente com manutenA�A?o da arena gasta-se, por mA?s, R$ 150 mil.
ExtensA?o
A detecA�A?o das obras paralisadas no Estado A� feita pelo sistema Geo-Obras do TCES, um portal alimentado pelos prA?prios A?rgA?os, seja do governo estadual, seja prefeituras.
O nA?mero pode ser maior se levado em conta o que o site define como obras “paralisadas por rescisA?o contratual”, que chega a um total de 494. O valor gasto com elas A� de quase R$ 1,7 milhA?o.
O Geo-Obras, porA�m, ressalta que parte dessas obras podem ter sido reiniciadas ou concluA�das em novos contratos, gerando divergA?ncias.
O outro lado
Sobre a situaA�A?o do estA?dio Kleber Andrade, o secretA?rio estadual de Transportes e Obras PA?blicas, Paulo Ruy Carnelli, diz que serA?o necessA?rios, no total, mais R$ 11 milhA�es para concluir o que falta.
a�?Fizemos um levantamento recentemente para resolver essa situaA�A?o e deverA? custar por volta de R$ 11 milhA�es. Esse tA�rmino do estA?dio ainda nA?o coube nas prioridades, mas estamos preparando para fazer essa contrataA�A?o, nA?o estamos parados, estamos trabalhando para viabilizar o recurso para fazer a contrataA�A?o. AtA� o final do ano vamos reiniciar a obraa�?, prometeu.
Armindo, 66, lamenta abandono do Clube Riviera
Foto: Edson Chagas
Clube em JacaraA�pe virou amontoado de entulhos
Desapropriado em 2006, no primeiro mandato de Audifax Barcelos (Rede) por R$ 2,8 milhA�es, o clube Riviera em JacaraA�pe daria lugar A� primeira escola fundamental de tempo integral da Serra. Em 2008, ao assumir, SA�rgio Vidigal (PDT), anunciou um centro cultural e esportivo, mesmo a obra anterior ter iniciado.
TrA?s mandatos consecutivos se passaram entre os dois e o local continua sem intervenA�A?o. Movimento mesmo sA? dos usuA?rios de drogas, do lixo levado e das pragas. a�?Isso prejudica o comA�rcio da regiA?oa�?, disse o farmacA?utico e ex-vice-presidente do clube, Armindo Andrade Filho, de 66 anos.
Para piorar, R$ 11 milhA�es jA? foram gastos e mesmo assim a estrutura construA�da serA? demolida. a�?NA?o tem como aproveitar, houve problema de execuA�A?o. Vamos discutir com a comunidade o que poderemos fazer no locala�?, diz o engenheiro da prefeitura Edmo Pires.
Porque se fala elefante branco
A expressA?o elefante branco teve origem em um costume da TailA?ndia, no sA�culo XVII. Conta a histA?ria que, quando queria punir algum cortesA?o, o rei o presenteava com um elefante branco, que era um animal sagrado e que, portanto, jamais poderia ser sacrificado ou repassado a outra pessoa. Isso significava que o a�?presenteadoa�? tinha a obrigaA�A?o de manter o animal em boas condiA�A�es, apesar dos custos e do trabalho que o presente de Sua Majestade exigisse.
Com informaA�A�es de Gazeta online







