Veneno de aranha: Tratamento para disfunção erétil

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificaram um veneno de aranha com potencial para tratar a disfunção erétil. O estudo é desenvolvido há 20 anos e resultou em uma molécula que pode ser usada em gel para favorecer a ereção masculina.

Quais os resultados do estudo?

  • Até o momento, a molécula, batizada de BZ371A, já gerou 22 patentes internacionais e nove aplicadas.

  • De acordo com a professora Maria Elena de Lima, a pesquisa é “inspirada pela nossa biodiversidade, que começa com o estudo do veneno de uma aranha e está próxima de gerar um possível medicamento”.

  • O candidato a fármaco para disfunção erétil foi aprovado recentemente na fase 1 de testes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avalia os possíveis efeitos no organismo. A primeira etapa provou que o composto não é tóxico para humanos.

  • Em teste-piloto, realizado em homens e mulheres, os pesquisadores observaram que a aplicação tópica (na pele) do BZ371A resulta na vasodilatação e no aumento do fluxo sanguíneo local, facilitando a ereção peniana. O mesmo ocorreu em experimentos anteriores com camundongos.

Quando o produto vai estar no mercado?

  • A Biozeus Biopharmaceutical, empresa que adquiriu a patente do fármaco, prepara o início dos ensaios clínicos da fase 2, quando o BZ371A será testado em homens que passaram por cirurgia de retirada da próstata (prostatectomizados). A intervenção geralmente leva à disfunção erétil.

  • Nesta etapa, será testado o potencial do remédio, ao comparar o efeito em indivíduos saudáveis com o gerado nas pessoas prostatectomizadas.

  • Se aprovado na segunda fase, os testes vão para a fase 3, quando serão ampliados e poderão ser feitos em hospitais. Apenas depois disso, o fármaco poderá ser validado como medicamento.

  • Apesar de não ter uma previsão para chegar ao mercado, a pesquisa indica que o possível fármaco tem potencial para ajudar homens que, por diferentes motivos, não podem fazer uso dos medicamentos disponíveis atualmente nas farmácias, como o Viagra e Cialis.

  • Segundo os pesquisadores, uma vantagem é que a aprovação de medicamentos tópicos, como o gel, costuma ser bem mais rápida, em razão da menor possibilidade de efeitos colaterais adversos.

Fonte: G1

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