A obesidade, uma das doenças que mais crescem no mundo, tem levado muitas pessoas a buscarem alternativas além da dieta e da atividade física. Entre elas, o uso de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro tem ganhado destaque no tratamento para emagrecimento.
Essas medicações, conhecidas como agonistas do GLP-1, atuam no controle da fome e na sensação de saciedade. No entanto, especialistas têm identificado um novo problema associado ao uso inadequado: a agonorexia.
De acordo com profissionais da área, a agonorexia é caracterizada pela supressão excessiva do apetite, levando a pessoa a perder o interesse pela comida — em alguns casos, até esquecendo de se alimentar. O problema pode surgir principalmente quando os medicamentos são utilizados sem orientação médica ou por pessoas sem indicação clínica.
O alerta aumenta quando surgem sinais como fadiga extrema, fraqueza, irritabilidade e falta de energia para atividades simples. A redução exagerada da ingestão alimentar pode causar perda de massa muscular, queda da imunidade e deficiência de nutrientes essenciais.
Outro ponto de atenção é o impacto psicológico. Alguns pacientes desenvolvem medo de interromper o uso das medicações e voltar a ganhar peso, além de insatisfação constante com a própria imagem, mesmo quando já estão dentro de um peso adequado.
Especialistas reforçam que o tratamento da obesidade deve priorizar a saúde como um todo, e não apenas a balança. O acompanhamento médico e nutricional é fundamental para garantir resultados seguros e evitar complicações.








