A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu a investigação sobre o homicídio do comerciante Jonathan Carvalho dos Santos, de 34 anos, morto a tiros no dia 13 de junho deste ano, em uma praça localizada no bairro Canaã, no município de Viana. As investigações resultaram no indiciamento de Renan de Jesus Vicente, de 36 anos, apontado como autor dos disparos, e de sua companheira, Sheyla Vitória de Oliveira, de 34 anos, por participação no crime.
Segundo a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, o crime teria sido motivado por um desentendimento relacionado a uma dívida de R$ 600 referente à compra de um alto-falante realizada pela vítima junto ao casal.
De acordo com a investigação, no dia do homicídio, Renan teria localizado Jonathan após visualizar uma publicação nas redes sociais indicando que ele estava em uma praça da cidade. O suspeito foi até o local com a intenção de recuperar o equipamento que estaria no veículo da vítima. Durante a abordagem, houve uma discussão que culminou nos disparos.
Imagens de videomonitoramento registraram a ação. Conforme a Polícia Civil, as gravações mostram a esposa da vítima tentando intervir na discussão, momento em que também teria sido ameaçada pelo suspeito. Em seguida, Jonathan foi atingido pelos disparos, e o autor fugiu do local.
As investigações também apontaram que, cinco dias antes do homicídio, Renan já teria tentado matar o comerciante, mas a ação não foi consumada.
Prisões
Renan foi preso no dia 22 de junho, no bairro Tucum, em Cariacica, enquanto trabalhava em uma empresa. Segundo a Polícia Civil, no momento da prisão o celular dele estava sem chip e em modo avião, circunstância que, conforme os investigadores, indicaria uma tentativa de dificultar sua localização.
Ainda de acordo com a DHPP, a análise do aparelho revelou mensagens atribuídas ao investigado nas quais ele confessaria o crime e conversaria com a companheira sobre os fatos. Conforme o delegado responsável pelas investigações, o conteúdo também indicaria que Sheyla teria presenteado Renan com a arma de fogo utilizada no homicídio.
Sheyla foi presa anteriormente, no dia 17 de junho, em sua residência, no bairro Nova Brasília, em Cariacica. No imóvel, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380 com numeração suprimida, dois carregadores e 24 munições. Segundo a Polícia Civil, o calibre da arma é compatível com o utilizado no crime, e o material será submetido aos exames periciais.
Indiciamento
Com a conclusão do inquérito, Renan foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, na condição de autor dos disparos.
Já Sheyla foi indiciada por participação no homicídio qualificado, por supostamente ter instigado o crime e auxiliado o companheiro, além de responder por posse ilegal de arma de fogo. Conforme decisão judicial, ela responderá a esse último delito em liberdade, mediante monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares, entre elas a proibição de deixar a comarca.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o caso e decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça. Os investigados terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo judicial.




















