Um problema nacional reverbera com gravidade extrema no EspA�rito Santo: o complexo portuA?rio capixaba virou rota do trA?fico internacional de drogas, como revelam investigaA�A�es da PolA�cia Federal que desaguaram em operaA�A?o esta semana. O Estado precisa desarmar a bomba do trA?fico pelos portos, ameaA�a real que exige providA?ncias imediatas dos A?rgA?os de investigaA�A?o, do governo local, da Companhia Docas (Codesa) e dos administradores privados dos terminais arrendados.
Longe de ser questA?o isolada, as quadrilhas que movimentam drogas em contA?ineres de exportaA�A?o estA?o amparadas nA?o sA? na fiscalizaA�A?o falha e na impunidade. Essa teia de crimes tambA�m se sustenta na frA?gil e limitada seguranA�a de fronteiras terrestres. O Brasil A� vizinho de produtores latinos de coca e de fabricantes de outras pesadas drogas ilA�citas a�� que alimentam um mercado paralelo no mundo todo. NA?o bastassem as fronteiras abertas e a corrupA�A?o e omissA?o de agentes pA?blicos, a forA�a dos traficantes estA? amparada nos seus tentA?culos polA�ticos: autoridades com mandato mantA?m tenebrosas transaA�A�es a soldo de criminosos. A� algo que precisa ser investigado. No Rio de Janeiro, vA?m A� tona sinais explA�citos dessas ligaA�A�es subterrA?neas entre o trA?fico e a polA�tica.
O governo capixaba deve entrar em cena e cobrar as autoridades federais. As investigaA�A�es apontam atA� a participaA�A?o de funcionA?rios do complexo portuA?rio capixaba a�� inclusive o presidente da Desportiva, portuA?rio preso em operaA�A?o da PF. A Delegacia de Entorpecentes cobra que os portos reforcem o sistema de seguranA�a para nA?o se consolidarem como atracadouro do trA?fico internacional pelo modal marA�timo a�� o Porto de Santos (SP) bate recordes de apreensA?o.
O EspA�rito Santo nA?o tem o que comemorar em A�ndices de violA?ncia e criminalidade. NA?o pode ver o crime pela janela como se contemplasse, impassA�vel, um navio no horizonte.
Fonte:Gazetaonline







