Mais de 83 mil pessoas foram vítimas do mosquito Aedes Aegypti no Espírito Santo em 2019. Os dados, divulgados na última quinta-feira (26), são da Secretaria Estadual de Saúde (SESA).
De acordo com o último ranking do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRA’a), 80% dos focos do mosquito estão nas residências da população.
Só a dengue fez cerca de 79.051 vítimas em todo o estado. O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência acumulada das quatro últimas semanas dos casos de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é
um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.
No Espírito Santo, Boa Esperança é o município que registrou a mais alta incidência no período das últimas quatro semanas (21/11 a 21/12), com 420,5 casos de incidência. Já Vitória é considerado um município de incidência média, e conta com um total de 145,7 registros no mesmo período.
Já a Zika foi responsável por infectar 1.145 pessoas em 2019. A Chikungunya, por sua vez, acometeu 2.906 capixabas neste ano.
Focos do mosquito
Os dados do LIRA’a mostram que objetos como vasos com água, pratos pingadeiras, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros, e materiais em depósitos de construção são responsáveis por 25% dos criadouros do inseto.
Em segundo lugar, com mais de 23%, estão os tanques em obras, borracharias, hortas, calhas, lajes, toldos, ralos, piscinas não tratadas, fontes ornamentais, floreiras, cacos de vidros em muros e outras obras arquitetônicas.
A terceira posição, com quase 23%, é ocupada pelos seguintes objetos: toneis, tambores, barris, depósitos de barro, cisternas, caixas d’água e captação de água em poços.
Já os lixos, sucatas em pátios, ferros-velhos e entulhos de construção ocupam a quarta posição do levantamento, com 12%. Os depósitos de alvenarias e tambores são 9%, ocupando o quinto lugar dos focos do mosquito.
Os pneus e outros materiais rodantes representam 7% dos criadouros, no sexto lugar. E em último lugar, com 1%, estão os buracos em árvores e rochas e restos de animais. Por isso, é preciso evitar o acúmulo de água limpa e parada em ambientes domésticos.
Fonte: ESHOJE








