Setor de saA?de(PavilhA?o) de B.S.Francisco usado como depA?sito de resA�duos de saA?de

Um flagra de descuido da SaA?de do MunicA�pio foi constatado nesta quinta-feira(13 de julho de 2017) pelos vereadores Paulinho e Admilson Brum no PavilhA?o, setor onde o municA�pio atende a populaA�A?o para cuidar da saA?de.

As pessoas que manipulam, ou tem contato com os ResA�duos de ServiA�os de SaA?de (RSS) tA?m sua saA?de exposta a riscos, sendo que o manejo de forma incorreta destas, pode levar a um aumento do nA?mero de casos deA�infecA�A�es.A�JA? em relaA�A?o A� questA?o ambiental, os RSS quando presentes nos lixA�es poluemA�lenA�A?is freA?ticosA�e corpos hA�dricos devido aoA�chorumeA�formado pelo acumulo do lixo.

chorumeA�A� o resA�duo lA�quido formado a partir da decomposiA�A?o de matA�ria orgA?nica presente no lixo.

Pode infiltrar-se no solo dos lixA�es e contaminar a A?gua subterrA?nea. O chorume possui grande concentraA�A?o de substA?ncias com altaA�Demanda biolA?gica de oxigA?nioA�(DBO).

Lembramos queA�no dia 7 de setembro de 2004 entrou em vigor a ResoluA�A?o da Diretoria Colegiada, daA�AgA?ncia Nacional de VigilA?ncia SanitA?ria/ANVISA, nA� 306, onde estA?o definidas as classificaA�A�es dos RSS e qual o devido gerenciamento a ser dado para cada grupo.

  • Grupo A: dentro deste grupo sA?o encontrados resA�duos que possivelmente possuem agentes biolA?gicos, desta maneira, apresentando riscos de causar infecA�A�es. Divide-se em 5 subgrupos (A1,A2,A3,A4 e A5), baseado nas diferenA�as entre os tipos de RSS que possuem estes agentes.

  • Grupo B: nestes resA�duos estA?o presentesA�substA?ncias quA�micasA�que, possivelmente, conferem risco A�A�saA?de pA?blicaA�ou ao meio ambiente.

  • Grupo C: englobam materiais oriundos de atividades humanas que possuem radionuclA�deos em quantidades acima dos limites aceitA?veis segundos as normas do CNEN.

  • Grupo D: neste grupo estA?o presentes os resA�duos que nA?o apresentam risco quA�mico, biolA?gico e nem radioativo para a saA?de dos seres vivos, muito menos ao meio ambiente, como por exemplo, papel de uso sanitA?rio, fraldas, restos alimentares de paciente, entre outros.

  • Grupo E: grupo onde estA?o os materiais perfurocortantes ou escarificantes.

Etapas do recolhimento

A realizaA�A?o de um devido gerenciamento dos RSS A� de extrema importA?ncia na neutralizaA�A?o dos possA�veis riscos A� saA?de dos seres humanos e tambA�m ao meio ambiente. Este gerenciamento A� feito atravA�s de um conjunto de aA�A�es que tem seu inA�cio no manejo interno, onde A� realizada uma segregaA�A?o adequada dentro das unidades de serviA�os de saA?de, visando A� reduA�A?o do volume de resA�duos infectantes. Dentro deste manejo existem etapas:

  • SegregaA�A?o: A� feita atravA�s da separaA�A?o dos resA�duos no instante e local de sua geraA�A?o.

  • Acondicionamento: embalar em sacos impermeA?veis e resistentes, de maneira adequada, todos os resA�duos que foram segregados, segundo suas caracterA�sticas fA�sicas, quA�micas e biolA?gicas.

  • IdentificaA�A?o: esta medida indica os resA�duos presentes nos recipientes de acondicionamento.

  • Armazenamento temporA?rio: acondiciona temporariamente os recipientes onde estA?o contidos os resA�duos, prA?ximo ao ponto em que eles foram gerados. Esta medida visa agilizar o recolhimento dentro do estabelecimento.

  • Armazenamento externo: refere-se A� guarda dos recipientes no qual estA?o contidos os resA�duos, atA� que seja realizada a coleta externa.

  • Coleta e transporte externos: refere-se ao recolhimento dos RSS do armazenamento externo, sendo encaminhado para uma unidade de tratamento e destinaA�A?o final.

Tratamentos dos ResA�duos de ServiA�os de SaA?de

O tratamento dos RSS A� de extrema importA?ncia, pois consiste na descontaminaA�A?o dos resA�duos, atravA�s de meios quA�micos ou fA�sicos que devem ser feitos em locais seguros. Esta etapa pode ser realizada atravA�s de diversas maneiras:

  • Processos tA�rmicos: atravA�s da realizaA�A?o da autoclavagem,A�incineraA�A?o, pirA?lise, ou atA� mesmo uso de aparelhos de microondas.

  • Processos quA�micos: previamente os matA�rias A� passarem por este processo devem ser triturados para que haja um aumento na eficiA?ncia deste. Em seguida A� trituraA�A?o os RSS sA?o imersos em desinfetantes por alguns minutos.

  • IrradiaA�A?o: neste caso, hA? uma excitaA�A?o da camada externa dos elA�trons das molA�culas, devido A? radiaA�A?o ionizante, deixando-as carregadas, sendo assim haverA? um rompimento do material genA�tico (DNA ou RNA) dos microrganismos, resultando na morte dos mesmos.

Por fim, apA?s todos estes processos, o material resultante A�A�encaminhado para umA�aterro sanitA?rioA�que possuaA�licenciamento ambiental. Nos casos de municA�pios que nA?o possuem esta opA�A?o, vem sendo muito utilizada a implementaA�A?o de valas sA�pticas, onde os RSS sA?o depositados nestas valas escavada no solo, que em seguida A� revestida por uma manta plA?stica impermeA?vel, protegendo assim contra possA�veis contaminaA�A�es ao meio ambiente.

Assim que a equipe do RepA?rter Net este no local, meia hora apA?s o lixo foi retirado e nA?o tivemos informaA�A�es para qual local foi destinado.

Um setor que cuida da saA?de da populaA�A?o jamais poderia aceitar esses ResA�duos de ServiA�os de SaA?de(RSS)no local e lembramos que a VigilA?ncia SanitA?ria de SaA?de funciona no local e nenhuma providA?ncia foi tomada e que constantemente o lixo A� colocado nos fundos do PavilhA?o sem nenhum cuidado.

Procuramos o SecretA?rio de saA?de para falar do problema e nA?o foi localizado, porA�m estamos A� disposiA�A?o 0xx(27)99845-0182.

COMPARTILHAR