Pequena história da língua portuguesa
É interessante saber um pouco sobre o português porque se trata de um idioma falado por cerca de 240 milhões de pessoas, em quatro continentes do mundo.
Fala-se português nos oito países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola (África), Brasil (América do Sul), Cabo Verde (África), Guiné-Bissau (África), Moçambique África), Portugal (Europa), São Tomé e Príncipe (África), e Timor- Leste Ásia).
Também fala-se português nas seguintes regiões: Galiza (província da Espanha, Europa); Goa, Diu e Damão Índia, Ásia); Macau (China,Ásia), Málaca (Malásia, Ásia) e Zanzibar (Tanzânia, África).
A escrita da língua portuguesa é semelhante em todos os países da CPLP, com poucas variações gramaticais.
O que muda, de forma mais evidente, é o significado de palavras, de região para região; o modo de se utilizar formas verbais; e o estilo erudito, isto é, o modo de se construir frases e contextos literários.
Quanto ao falar, um brasiliense só se entenderá com um lisboeta, por exemplo, se ambos conversarem vagarosamente e falarem pronunciando bem as sílabas das palavras.
Se Portugal é o portão de entrada da Lusofonia no Velho Continente – a Europa -, o Brasil é o gigante do bloco.
Originária do tronco indoeuropeu e derivada do latim vulgar, a língua portuguesa desenvolveu-se na Lusitânia, que compreende Portugal e a província espanhola da Galiza, a partir do fim do século III antes de Cristo, quando o Império Romano conquistou a região e instituiu o latim como língua oficial. A Galiza fica no noroeste da Espanha e ao norte de Portugal.
No século 8, os árabes começaram a dominar a Península Ibérica, até o século 12, quando Portugal foi criado.
Surge o galego-português. Um dos primeiros documentos escritos nessa língua é de 1198, um poema, conhecido como Cantiga da Ribeirinha, do trovador Paio Soares de Taveirós.
Em 1385, a dinastia Avis oficializa a língua portuguesa, que entre os séculos XV e XVI é espalhada na África, Ásia e América.
No Brasil, a língua portuguesa sofreu influências do tupi-guarani (América do Sul), do iorubá (Nigéria, África) e do quimbundo (Angola, África), bem como de imigrantes europeus.
Por exemplo: os amazônidas, no dia-a-dia, utilizam grande número de palavras tupis; na Bahia, termos de línguas africanas; e o sotaque paulistano sofreu influência da acentuação italiana.
Mas, embora com sotaques tão diversos, num país continental, o Brasil manteve sua unidade lingüística.
O belenense – natural de Belém do Pará, Estado da Amazônia Oriental – é o cidadão brasileiro que mais lembra a língua portuguesa lisboeta, ao flexionar o “tu” com o verbo – Tu foste?
Original do site Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
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Excelente aula, Jorão. Parabéns!
Abraços
Interessantíssimo =D
Parabéns entendi perfeitamente o seu depoimento excelente e o exclarecimento mais perfeito que ja vi sabe as vezes temos tantas duvidas que com um bom dialogo ficamos mais por dentro dos assuntos esta historia deveria cair nas escolas porque ate então nunca tive um conteudo deste parabéns mais uma vez…
Olá, Terezinha
É sempre um prazer vê-la em meu blog. Concordo com você quando diz que artigos do gênero deveriam estar nas escolas. Talvez não seja de conhecimento de muitos alunos e professores.
Um abraço
É consenso entre os estrangeiros que conheço, radicados aqui há décadas, que o português é o idioma mais difícil do mundo, visto que possui inúmeras regras aqui e ali, acentos que, na minha humilde opinião, são desnecessários (agora, com a nova reforma ortográfica, alguns sumiram do mapa; por que não todos logo de uma vez?), flexões verbais etc etc etc.
Uma curiosidade: os estrangeiros que afirmaram ser o português o idioma mais difícil do mundo são justamente alguns chineses, japoneses, árabes, turcos, e por aí vai.
Talvez pouca gente saiba, mas o alfabeto chinês é complicado e para aprendê-lo despende-se cerca de 4 anos (segundo um chinês); o idioma tem os chamados “tons”, ou seja, uma palavra escrita da mesma forma que, pronunciada com tons diferentes adquire significados distintos. O mandarim tem 4 tons e o cantonês, 9! O turco tem, também, esse negócio de “tons”. Às vezes, uma palavra mal pronunciada pode botar o sujeito numa enrascada!
O japonês tem lá as suas posposições (digamos que sejam um equivalente as nossas preposições). Só que há um detalhe: em português, se eu disser: Vou casa Maria, 99,99% das pessoas entenderão que “Eu vou à casa de Maria”. No entanto, em japonês, a falta de uma posposição pode comprometer uma frase e o interlocutor não entender patavinas. Ainda sobre o japonês: existem várias formas de contar as coisas, ou seja, um tipo de número para a contagem de objetos roliços, por exemplo, um outro tipo para contar pessoas, e assim por diante. Isso eu vi na Gramática Japonesa Para Brasileiros do professor Susumu Fukuma. Existem ainda as formas polidas de tratamento. Dependendo da pessoa com quem você fala (criança, adulto, velho etc) usa-se um pronome específico e frases específicas indicando certa polidez, no caso de uma pessoa de nível social elevado, por exemplo.
Falei tudo isso para voltar ao tema “PORTUGUÊS”. Se os estrangeiros reclamam tanto de não conseguirem aprender a falar corretamente o português, por que este continua sendo mal ensinado na maioria das escolas? Quando fiz jornalismo, adivinhem quantos anos eu tive de aulas de português? Apenas UM. Sim, um ano. A professora se limitava a dar textos para interpretarmos, coisa que eu já fazia lá na 2ª série do antigo primário.
Não precisamos ir muito longe. Quem tiver paciência de ler comentários em blogs, perfis e scraps no Orkut, verá que tem muita gente aí, com faculdade no currículo, escrevendo errado. Uma certa folha paulista, há algumas décadas, estampou a seguinte manchete no seu caderno de turismo (algo assim): “A viajem dos seus sonhos”.
Já revisei muitos textos na minha vida e peguei muitas “bombas” de pessoas que juravam, de pés juntos, que tinham nível universitário!
Agora, para descontrair, algumas rápidas curiosidades:
PISCINA, no início, era um tanque para se criar peixes.
CAMBALACHO é uma palavra que tem asinda muita força no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, e tem o sentido de transação ardilosa com intensão de dolo
ARREGLAR, em espanhol, quem estuda o idioma sabe o que é: algo como “ajeitar”, “arrumar” etc. Em português, também!
CACHORRO não é apenas o canídeo que conhecemos, mas também o FILHOTE de qualquer outro animal. O espanhol ainda o utiliza: “El gato tuvo sus cachorros ayer”, ou seja, “O gato teve seus filhotes ontem”.
É isso aí.
Olá, André
Um lição que ficará para todo sempre gravada na memória daqueles que prezam nosso idioma. Espero que muitos professores leiam seu artigo (pela relevância, deixou de ser um simples comentário.)
Mais uma vez agradeço sua preciosa presença em meu blog.
Grande abraço
vlw *__* vou tirar 10 no trabalho, rsrsrs
gostei imensamente, desta obra