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Era uma vez uma bolinha que virou game

O nome dele era William Higin-Botham. Por volta de 1958, ele estava cansado de ficar olhando para as paredes, depois do almoço, esperando a hora de voltar ao batente.

Um dia, William sentou-se diante do enorme e feioso computador do Departamento Nuclear dos Estados Unidos, onde trabalhava, e começou a digitar códigos de programação: com eles, desenhou algumas linhas e uma bolinha em movimento.

‘Muito chato’, ele pensou. Mal sabia ele que daquela simples brincadeira, batizada de Pong, brotaria um admirável mundo novo.

Mas, como quase sempre acontece, os pioneiros são injustiçados. E coube a Steve Russel, irrequieto estudante do Massachussets Institute of Technology (MIT), a glória de, oficialmente, ter sido o primeiro a inventar um game para computador, o ‘Space Wars’, um combate graficamente rudimentar entre duas naves espaciais.

Na verdade, o Space Wars inagurou a era dos videogames quando, em 1970, apareceu uma segunda versão do jogo em máquinas arcades, aquelas encontradas em fliperamas.

Curioso é que, à época, o joguinho foi considerado difícil e, por isso mesmo, não emplacou.

Por ironia, dois anos mais tarde, o programador Nolan Bushnell fundou a Atari, uma das líderes do vídeogame, e obteve grande sucesso com uma versão, imagine só de que game? Do Pong, de Wiliam Higin-Botham.

O game virou mania, Nolan ganhou muito dinheiro e arrastou consigo uma dezena de empresas para o emergente e promissor negócio.

Daí pra frente, os videogames, com seus consoles e cartuchos recheados de contos de ação e magia, reinaram absolutos entre os adolescentes de todo o planeta, até a chegada dos PCs, por volta de 1984.

Iniciou-se uma briga feia, a popularidade dos consoles começou a despencar, mas, no final, tudo acabou em pizza. Hoje, vídeogames e PCs convivem pacificamente e há até programas que reproduzem com boa fidelidade os games do primeiro no segundo. São os Multiple Arcade Machine Emulator(Mame)ou, simplesmente, emuladores.

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2 to “Era uma vez uma bolinha que virou game”


  1. Que história fascinante, João. Muitas das invenções mais importantes foram boladas despretensiosamente, isso que é legal. E eu adoro jogar esse “pong”, é muito divertido! hehehe

    Abraços

  2. É quase sempre assim, Rodrigo. Parece que faz parte das leis da Natureza a descoberta de coisas importantes, por puro acaso. Obrigado pelo comentário.

    GRande abraço



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