Encontrada morta empregada doméstica: “Ela estava amarrada atrás de sua residência”

Depois de dois dias desaparecida, o corpo da empregada doméstica Alexandra de Souza Pereira Lima, de 27 anos, foi encontrado em um terreno atrás da casa onde ela morava, no bairro Normília da Cunha, em Vila Velha, na noite deste domingo (22). Já em avançado estado de composição, a família só conseguiu reconhecer o cadáver através das roupas.

O corpo de Alexandra estava enrolado em um lençol, com cortes no pescoço, pés e mãos amarrados. A cabeça estava enrolada em sacolas plásticas, e em cima do lençol tinham folhas de bananeira. Um caseiro passou pelo local e até pensou que pudesse ser o cadáver de um animal, mas a polícia foi acionada por conta do forte cheiro.

Moradores do bairro chegaram a tentar invadir a casa da família do marido de Alexandra duas vezes, depois de encontrarem o corpo, acreditando que eles podem ter relação com o crime.

A doméstica Alexandra de Souza Pereira Lima tinha 27 anos de idade. (Foto: Reprodução)

A empregada desapareceu na manhã de sexta. “Ela saiu pela manhã mas não deixou os filhos na creche, como sempre fazia. Deixou na casa da sogra e disse para uma das crianças que iria sair e não voltaria mais”, disse a cunhada da vítima, a dona de casa Cláudia Lima de Souza das Neves, 34.

Depois do sumiço, o marido de Alexandra conseguiu rastrear, pelo computador, todo o trajeto feito por ela, a pé. “Ela saiu andando e passou por vários bairros e parou em Ulisses Guimarães. Fomos até lá, não encontramos ninguém. Também ligamos para o celular dela e uma mulher atendeu, mas depois desligou o aparelho”, afirmou o pedreiro Claudio Lima de Souza Pereira, 37.

Ele e a irmã contaram que fizeram um boletim de ocorrência por tentativa de homicídio depois que a casa foi atacada pelos moradores da região. “A gente nunca faria isso. Não sei quem fez isso com ela. Ela não tinha inimigos, era muito dócil e amorosa”, disse Cláudia.

Um morador do bairro, que não será identificado por segurança, tem outra versão da história. “A família do marido dela está envolvida, por isso a população foi lá ontem linchar. O marido e a irmã fumam pedra, eles mataram para tomar o dinheiro e a casa dela. A sogra e a família ameaçavam ela todos os dias”, afirmou ele, um peixeiro, de 20 anos.